Observatório pioneiro em encontrar vapor de água em outras galáxias opõe moradores e cientistas no interior paulista

Cartas de instituições internacionais, inclusive da Nasa, comprovam a importância do observatório e fazem uma campanha para que ele volte a funcionar o quanto antes. Comunidade científica pretende recorrer a órgãos internacionais caso tentem reduzir raio que veta construções ao redor de observatório em Atibaia, interior de SP Reprodução/Mackenzie Um globo prateado se destaca no meio do vale esverdeado com mata selvagem e cercado por montanhas. Um refúgio verde localizado na cidade de Atibaia, a 64 km de São Paulo. Inaugurado em 1972, o rádio-observatório do Itapetinga foi o primeiro aparelho a detectar vapor de água em outra galáxia – a 10 bilhões de anos-luz – na década de 1980. Mas hoje está parcialmente fechado para reformas e seu futuro é incerto. Para cientistas, a construção é vista como um dos principais equipamentos de pesquisas meteorológicas e espaciais do país. Há poucos como ele no mundo. Na América Latina, só há outro na Argentina. Importante não só para estudos na área da agronomia e previsão do tempo, o aparelho, segundo os cientistas, também é crucial como ferramenta para a educação de universitários, crianças e adolescentes em estudos sobre o clima e o espaço. Por outro lado, donos de terrenos que ficam dentro do raio de 2 km a partir do observatório o veem como obsoleto e um obstáculo ao desenvolvimento turístico da cidade. O motivo da discórdia passa por uma lei municipal prevê que nenhuma indústria ou imóvel com fins comerciais seja construído no local. O texto é baseado nos argumentos dos cientistas, que explicam que qualquer equipamento eletrônico ou que emita sinais de rádio causam interferências que prejudicam o desempenho do rádio-observatório. Eles dizem que até mesmo o simples ato de dar a partida em um carro, fazer uma ligação de celular ou usar um forno micro-ondas causam interferências no aparelho. Hoje, são proibidos até mesmo loteamentos desses terrenos para evitar que mais casas sejam erguidas e gerem, consequentemente, mais interferências. É permitida apenas a construção de uma casa para uso familiar por loteamento. Plano Diretor reaviva controvérsia Essa discussão voltou à tona com força porque a Prefeitura de Atibaia está desenvolvendo um novo Plano Diretor, que vai definir como o solo de cada região do município poderá ser usado nos próximos anos. Os moradores da região viram nesse processo uma oportunidade para pressionar a administração pública a afrouxar parte das restrições. Eles argumentam que a cidade cresceu muito nesses 47 anos e que desejam dar um caráter turístico para a região, construindo pousadas e outros equipamentos de pequeno impacto para atrair turistas à área de mata, vizinha não só do observatório, mas também de alguns dos principais pontos turísticos da região, como a Pedrinha e a Grota Funda – onde turistas costumam fazer trilhas e acampar. Moradores de Atibaia argumentam que construções de pequeno impacto, como pousadas, não afetariam funcionamento do observatório Reprodução/Mackenzie O arquiteto Allan Klauss Mezaros Bueno, de 36 anos, tem um terreno de 25 mil m² localizado a 1.500 metros do observatório, portanto, dentro da área com restrições. Ele diz que planeja construir uma pousada no local semelhante a uma que ele possui em Bom Jesus dos Perdões (a 76 km da capital). No terreno de Bueno, com área equivalente a dois campos e meio de futebol, há apenas uma casa térrea. "Hoje, o observatório não favorece o município em nada. Ele pode até ser usado para algum estudo que beneficie alguém, mas a cidade em si, não. Nenhum morador fala que quer ele aqui. A maioria, na verdade, tem dúvida se ele realmente funciona", afirmou. Uma das peças do observatório, que hoje passa por reforma antes de ser reativado por completo Reprodução/Mackenzie O arquiteto argumenta ainda que seu terreno fica atrás de uma montanha, sem contato visual com o observatório, e que os sinais emitidos por ele não atrapalhariam o funcionamento do aparelho. Cientistas ouvidos pela BBC News Brasil dizem que essas restrições são necessárias para permitir o pleno funcionamento do aparelho. A manutenção do observatório é feita pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), enquanto a universidade Mackenzie fornece mão de obra para a operação. A reportagem teve acesso a cartas de instituições internacionais que reforcem a importância do observatório e fazem uma campanha para que ele volte a funcionar o quanto antes. Entre os autores desses textos, estão um cientista da Nasa (a agência espacial americana), a diretora do rádio-observatório de Nançay, na França, e o diretor do Laboratório de Física Solar da Academia de Ciências da China. Mensagem enviada por cientista da Nasa para parabenizar e dizer o quão relevante é a reativação do rádio-observatório BBC Brasil Expansão urbana A presidente da Comissão de Coordenação para Revisão e Atualização do Plano Diretor, Viviane Cocco, disse que deve concluir a primeira proposta do novo zoneamento em setembro de 2019, antes de colocá-la em votação. O estudo foi iniciado em 2018, com levantamento de dados e realização de 20 plenárias para ouvir a população. O Plano Diretor por si só não trata de questões específicas de zoneamento. Por isso, após sua aprovação, a prefeitura deve implantar uma nova lei de Uso e Ocupação do Solo e, segundo ela, criar uma Zona Especial de Pesquisa Científica no local. Isso vai definir regras para monitoramento, fiscalização e sanções administrativas para quem não respeitar estas regras. À frente da elaboração do Plano Diretor, Viviane Cocco disse que primeira proposta do projeto deve ser concluída em setembro de 2019 Divulgação/Mackenzie "Entendemos que a manutenção do rádio-observatório é de suma importância, considerando que possui pesquisas pioneiras em sua área e é base para inúmeras pesquisas científicas relacionadas aos sinais de rádio emitido por corpos celestes e até de galáxias distantes. E, para que funcione bem, ele necessita de uma área de abrangência livre de interferências elétricas. O que nos cabe no momento, na revisão do Plano Diretor, é respeitar o raio da área de silêncio elétrico, conforme a legislação de 1972", afirmou Cocco. A prefeitura está em contato com pesquisadores do Mackenzie e do Inpe para discutir como fazer a gestão do uso do solo no entorno do rádio-observatório. É possível até mesmo que a prefeitura determine regras ainda mais restritivas que as atuais para a ocupação do solo na região do observatório. Os cientistas ouvidos pela reportagem disseram que esse tipo de "poluição" causada pelas moradias e população próxima prejudica, e muito, a precisão das observações. Por outro lado, eles disseram que há inclusive uma lei internacional da União Internacional de Telecomunicações – a agência da ONU especializada em tecnologias de informação e comunicação – que prevê esse isolamento ao redor dos observatórios. Caso haja uma tentativa de revogar a atual regra ou afrouxá-la, a comunidade científica pretende recorrer a órgãos internacionais. Um dos mais recentes estudos feitos pelo observatório foi publicado em 2015 sobre previsão de terremotos, com base em observações feitas desde o início da década de 1980. Nas palavras dos pesquisadores, "na época era uma heresia usar frequências tão altas. Todos os outros só observavam em ondas médias". Raio anticonstruções ao redor de rádio-observatório em Atibaia causa embate entre moradores e cientistas Reprodução/Mackenzie O observatório também foi importante para entender o clima espacial e seus efeitos nas telecomunicações. Ele é usado para entender o funcionamento das ondas do GPS, aprimorar os serviços de localização e carros autônomos. Também há um estudo em desenvolvimento sobre o uso de rotas polares, capazes de encurtar as durações das viagens. Essas rotas não são usadas porque a rediação recebida ao cruzar essas regiões ainda é desconhecida. 'Manter como está' O vereador de Atibaia Marcão do Itapetinga (PSB), que mora próximo do observatório, disse que foi conhecer o aparelho e conversou com especialistas para entender como ele funciona e qual sua importância. No ponto de vista dele, o argumento de que ele é obsoleto foi um "balão de ensaio jogado para tentar aumentar área da especulação." "Eu conversei com um encarregado e a posição dele foi bem dura. Na verdade, eles precisam aumentar esse raio de proteção. Se houver algum projeto ou tentativa de diminuir esse raio, nós vamos usar como argumento um decreto federal que prevê essa proteção. Mas a tendência é manter como está", afirmou em entrevista à BBC News Brasil. O vereador, que mora próximo ao raio de proteção, disse que passou uma tarde inteira aprendendo sobre o observatório, como sua importância para o agronegócio, a aviação e a previsão do tempo. O vereador disse que não há empreiteiras fazendo lobby ou pressão para reduzir o raio de ruído, ao contrário do que chegaram a suspeitar algumas pessoas interessadas em preservar a região. E ele disse ter chegado à conclusão de que o ideal é manter ou endurecer as regras de ruídos da região. Ele cita como exemplo um observatório semelhante localizado na Austrália, que é isolado por um raio de 140 km. Inviabilização do observatório O doutor em física e coordenador do Centro de Rádio Astronomia e Astrofísica (CRAAM) da Universidade Mackenzie, Jean Pierre, afirmou que hoje há interferências no observatório e que uma redução do raio de proteção inviabilizaria seu funcionamento. "Hoje, atrapalha quando vamos observar fontes abaixo de 20º, por conta das montanhas. Mas a gente detecta todas as ondas dentro do raio e esses 2 km de proteção é para evitar ainda mais interferências", afirmou. O observatório teve suas atividades bastante reduzidas de 2014 a 2017. A interrupção ocorreu porque muitos técnicos e engenheiros se aposentaram no período e não foram substituídos. Hoje, ele está sendo revitalizado com o dinheiro investido e as novas contratações bancadas pelo convênio firmado entre o Inpe e a Universidade Mackenzie. A reforma no observatório ocorre principalmente para modernizar a estrutura. Cientistas explicam que a antena responsável pelas captações está funcionando, mas precisa ficar mais moderna. A Finlândia, que tem um aparelho igual o brasileiro, vai enviar um motor para equipar o instrumento brasileiro. A intenção é tornar o sistema mais compacto e moderno. A intenção dos cientistas é explorar o potencial acadêmico do observatório para a formação e treinamento de universitários e para uso do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP). Hoje, o Mackenzie paga os custos de um engenheiro e dois técnicos, enquanto o governo banca a operação.
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10 animes clássicos que merecem ser vistos e revistos
A década de 90 foi um marco para o mundo dos animes: os desenhos japoneses passaram a contemplar histórias mais maduras, com personagens memoráveis, resultando em grandes clássicos. A animação do passado era mais granulada e menos nítida do que as atuais, mas o enredo era muito sofisticado. Não nos restam dúvidas de que as narrações desta época construíram as bases para o anime moderno, impulsionando as criações disponíveis hoje.
O público mais jovem provavelmente não teve acesso a muitos dos clássicos da animação japonesa daquela época, então preparamos uma lista dos animes mais aclamados, que valem a pena ser vistos (de novo ou pela primeira vez!). Aqui estão 10 opções de animes icônicos. Você já viu algum?
O que está levando chefs argentinos a banir o salmão do cardápio

Boicote tem três pilares: "cuidado com a saúde", "estímulo ao consumo de peixes argentinos" e a "proteção do canal de Beagle", na região da Patagônia. 'Com nossa decisão estamos contribuindo para alertar para a importância de manter o (canal de) Beagle', diz chef para parou de vender salmão em seu restaurante Pixabay Chefs argentinos de restaurantes famosos no país e no exterior decidiram tirar o salmão de seus cardápios, e o boicote tem três pilares: "cuidado com a saúde", "estímulo ao consumo de peixes argentinos" e a "proteção do canal de Beagle", na região da Patagônia. O canal, localizado no extremo sul da América do Sul, liga os oceanos Atlântico, na Argentina, e Pacífico, no Chile, é definido como "santuário de espécies marinhas" e foi motivo de disputas entre os dois países. Segundo especialistas, a produção de salmão em cativeiro tende a causar desequilíbrio ambiental. O boicote de cozinheiros argentinos surgiu depois que o Beagle passou a ser alvo de grandes produtoras do salmão de cativeiro, gerando um debate que levou à criação de um projeto de lei impedindo esse desembarque, de acordo com biólogos, ecologistas e economistas ouvidos pela BBC News Brasil. A criação de peixes de cativeiro no mar vem sofrendo vetos em diversas partes do mundo. Na Dinamarca, a ministra de Meio Ambiente, Lea Wermelin, defendeu nesta semana que a piscicultura não seja ampliada porque, segundo ela, a atividade prejudica o ambiente marinho – ela estima que o futuro desta produção seja em terra. Nos Estados Unidos, o governador de Washington, Jay Inslee, anunciou que restringirá os peixes de cativeiro, incluindo o salmão nas águas do Atlântico, a partir de 2025. Segundo ele, a atividade representa "um risco para o salmão natural". A medida foi tomada, segundo a imprensa local, depois da fuga de salmões de cativeiro na região. 'Fim do Mundo' A decisão de tirar o salmão de cardápios reúne cerca de 60 cozinheiros da Argentina. Famosa por programas na televisão e por prêmios internacionais, a chef Narda Lepes tem um restaurante em Buenos Aires e defende que o salmão possa ser substituído por peixes argentinos, como a truta patagônica, e produtos frescos. "Se a indústria de salmão desembarcar no canal do Beagle, seu ecossistema deve ser prejudicado", disse Lepes em entrevista à BBC News Brasil por telefone. Ela não oferece salmão no seu cardápio há mais de um ano. Os pescados são recomendáveis à saúde, porém a composição nutricional dos peixes criados em cativeiro depende da ração que é fornecida, diz especialista sobre o salmão de cativeiro Caroline Attwood/Unsplash Lepes afirma que o objetivo não é prejudicar a comunidade japonesa e os pequenos restaurantes de sushi, que tradicionalmente usam esse peixe, "mas devemos estar alertas e informados com o que comemos e como protegemos nosso meio ambiente". O cozinheiro Francis Mallmann, que tem dez restaurantes na Argentina, no Uruguai e nos Estados Unidos, decidiu excluir o salmão da carta há cerca de três meses. "Nos últimos 30 anos, cozinhamos milhares de salmões. Há dois ou três anos começamos a escutar um zunzunzum sobre alguns problemas no Chile e a questão dos antibióticos (dados a salmões de cativeiro). Acho que nunca é tarde para fazer mudanças e começar de novo." O chef afirmou ainda que se "informou muito" sobre o "impacto da indústria do salmão de cativeiro" e que sua "intenção é colocar um freio não só no Beagle", mas "em todos os lugares". Como Narda, Mallmann afirmou que passou a preferir outros peixes presentes na costa argentina, como a merluza e o cherne, ou "peixes selvagens" de outras regiões, onde estão seus restaurantes. "Não acho que meus clientes sintam saudades do salmão." Dono do restaurante mais antigo de Ushuaia, Lino Adillón afirmou que esse salmão de cativeiro poderia afetar o habitat de outras espécies locais, como a santola, um dos símbolos marinhos da região, já que o rompimento das jaulas de cativeiro vem levando à fuga destes peixes. Chef Lino Adillón, com um salmão natural e um de cativeiro, para mostrar as cores diferentes Marcia Carmo/BBC NEWS BRASIL Cativeiro x selvagem Segundo o biólogo argentino Gustavo Lovrich, há salmão natural em poucas partes do mundo, a exemplo do Alaska e do Mar do Norte, mas a produção em cativeiro superou a pesca natural e passou a liderar esse segmento. Para especialistas, a salmonicultura pode ter ajudado a preservação dos estoques naturais de salmão, já que reduziu a pressão da demanda. A ração usada no cativeiro é feita a partir de resíduos do processamento de peixes capturados para esse fim. Há também uso de antibiótico e de corante sintético ou natural, este produzido a partir de compostos carotenoides (pigmentos naturais encontrados em alimentos como a cenoura). Os principais mercados consumidores são Japão, União Europeia e América do Norte. A produção total chega a 1 milhão de toneladas. No Brasil, o consumo de salmão se popularizou ao longo dos últimos anos devido ao aumento da criação do peixe no Chile. Em 2006, o Brasil importava 10 mil toneladas do peixe do país vizinho. Dez anos depois, passaram a 80 mil. A importação levou a uma redução do preço e propiciou um aumento significativo do consumo de peixe no país, algo considerado positivo por especialistas do ponto de vista nutricional. Consumo recomendável A nutricionista brasileira Viviane Lansky, professora da área de Tecnologia de Alimentos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e consultora da Associação Brasileira de Nutrição (Asbran), afirma que o consumo de salmão, sendo ou não de cativeiro, é recomendável. "Os pescados são recomendáveis à saúde, porém a composição nutricional dos peixes criados em cativeiro depende da ração que é fornecida (a eles), principalmente os teores de ômega 3. Isso quer dizer que o salmão de cativeiro poderá ter mais ou menos ômega 3 que o salmão selvagem, dependendo da composição da ração", disse Lansky. Segundo ela, "animais de cativeiro podem conter resíduos de antibióticos e outras substâncias, mas os produtores devem seguir as regulamentações específicas para que não haja risco a saúde do consumidor". Por sua vez, o Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que o produto importado só é liberado para a comercialização no Brasil após cumprir exigências, como o registro do "processo de fabricação e ingredientes, além do rotulo a ser utilizado no Brasil" e "avaliações de higiene e de transporte". 'Chefs de Nova York estão felizes com o salmão' Em entrevista pelo telefone, o presidente da câmara do setor no Chile rechaçou qualquer efeitos nocivos do produto à saúde. "Os chefs de Nova York estão felizes com o salmão. Sabem que é um produto rico em proteína, com ômega 3 e baixos níveis de gordura. É um produto sustentável, mas os chefs de Buenos Aires o criticam. Talvez eles prefiram carne", disse o presidente da Salmón Chile, Arturo Clément. Segundo ele, o antibiótico é usado quando o peixe é pequeno, como prevenção contra vírus, mas quando o produto chega ao consumidor não possui antibiótico. "Nós realizamos mais de 60 mil testes por ano para garantir a qualidade e os cuidados necessários do salmão. Exportamos para mais de cem países e dentro das exigências internacionais", disse. Quando perguntado sobre o impacto negativo no oceano, apontado por biólogos, Clément respondeu que as jaulas (ou 'balsas jaulas' do cativeiro) são retiradas do lugar, periodicamente, para deixar o "mar descansar". O presidente da câmara chilena disse ainda que a polêmica com o Beagle não envolveu empresas chilenas – a imprensa local citou empresa da Noruega – e que também acha que o canal deve ser preservado para o turismo, por exemplo. No início deste mês, segundo a imprensa do sul da Argentina e do Chile, uma empresa norueguesa foi retirada de Puerto Williams que fica no território chileno, em frente a Ushuaia por descumprir com as exigências locais. Meio ambiente Segundo estudiosos, que participam do debate sobre a indústria de salmão, os cativeiros seriam uma ameaça ao ecossistema do canal de Beagle que tem águas pristinas, como disse o biólogo Gustavo Lovrich, do Centro Austral de Pesquisas Científicas (CADIC, na sigla em espanhol), em Ushuaia, capital da Terra do Fogo. "Os lobos marinhos são atraídos pelas jaulas, podem rompê-las e os salmões fugirem. Quando estão livres, os salmões competem pelos mesmos alimentos que os pinguins, como as sardinhas, por exemplo.", disse. Lovrich, disse ainda que o impacto ambiental do salmão envolve outros problemas. Para ele, tanto os resíduos sólidos, como restos de comida e fecais, como os líquidos, a urina (do salmão), afetariam a saúde do Canal de Beagle. O canal de Beagle, do lado argentino, onde chefs querem impedir o desembarque da indústria do salmão de cativeiro Marcia Carmo/BBC "Os sólidos se acumulam perto das jaulas e matam todos os animais que vivem no fundo. O fósforo e nitrogênio que a urina de tantos salmões juntos possuem atuam como fertilizantes para as algas e geram um desenvolvimento de algas tóxicas, como as ondas vermelhas", disse o biólogo. A ecologista Martina Sasso, diretora da ONG 'Sin Azul no hay verde' (Sem Azul não há verde), de proteção dos oceanos, disse que o movimento em defesa do Beagle, que conta com o apoio dos chefs argentinos, se justifica, entre outros motivos, "pela defesa das águas" do planeta e que é ali "o único lugar da Argentina onde a Cordilheira se junta com o mar e deve ser preservado". O professor de economia de desenvolvimento da Universidade Nacional de Terra do Fogo, Juan Ignacio García, acha que se esta indústria desembarcar ali, que é uma das escalas para a Antártida, e uma das maiores fontes de renda da província, seria "terrível". "Os números mostram que a geração de empregos seria muito baixa e ainda ameaçariam nossa economia", disse. "Como não temos esta produção e esta cultura, nos preocupamos com que a geração de emprego não seria para a Argentina, mas para o Chile, onde esta indústria existe", afirmou. Para García e para Lovrich, o respaldo dos cozinheiros contribui para a defesa do Beagle.
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Pokémon Masters já é o game de iOS mais baixado em 27 países
Não há dúvidas de que Pokémon é uma febre em diversos lugares do globo, e uma prova disso é o último relatório da Sensor Tower referente a Pokémon Masters, game mais recente da franquia lançado para Android e iOS na última quinta-feira (29).
De acordo com um levantamento feito pela Sensor Tower, o título alcançou o topo da lista de games mais baixado para iOS em 27 países nos quais foi disponibilizado. Entre as nações que integram essa lista estão Estados Unidos e Japão, e também houve a menção de que a terra do Sol Nascente e Hong Kong foram as que mais trouxeram dinheiro para o game em suas primeiras 24 horas de vida.
MIT cria sensor submarino que gera sua própria energia para funcionar
Um sensor submarino que não precisa de bateria, inventado por pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology, pode ser a chave para a exploração tanto das profundezas dos oceanos da Terra como dos mares de Titã, uma das luas de Saturno. Por aqui, os pesquisadores pretendem construir uma rede submersa de sensores interconectados que enviam dados à superfície – uma “internet das coisas” subaquática.
O novo sensor transmite dados absorvendo ou refletindo ondas sonoras e, simultaneamente, armazena energia (a piezoeletricidade é a capacidade de alguns cristais gerarem tensão elétrica por resposta a uma pressão mecânica)
ENTENDA a cirurgia de Bolsonaro para corrigir hérnia em cicatriz de operação anterior

Procedimento vai corrigir alteração de tecido que surgiu no local das intervenções anteriores; presidente diz que ficará afastado por 10 dias. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro. Adriano Machado/Reuters O presidente Jair Bolsonaro fará, no próximo domingo (8), uma cirurgia para corrigir uma hérnia de 6 centímetros no lado direito da parede abdominal, perto da cicatriz que tem na barriga. O pós-operatório deve durar aproximadamente uma semana, e Bolsonaro diz que poderá ficar afastado das funções de presidente por 10 dias. É a quarta cirurgia que o presidente fará no abdome desde que recebeu uma facada durante a campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG), no ano passado. A operação, que é considerada de médio porte, será realizada no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, pelo médico Antonio Luiz Macedo, que atendeu o presidente após o atentado. Não há informação sobre se a cirurgia será aberta ou por laparoscopia. Uma hérnia incisional como a de Bolsonaro, que pode ter vários tamanhos, ocorre quando o músculo abdominal enfraquece, explica o clínico geral Roberto Zeballos, do Hospital Albert Einstein, também em São Paulo, que não faz parte da equipe médica tratando Bolsonaro. “Quando a parede abdominal fica fraca, essa musculatura abdominal deixa, então, de conter as vísceras que estão dentro da cavidade abdominal", explica Zeballos. "O intestino é pressionado pelos próprios movimentos peristálticos e passa pelas fibras musculares, causando uma impressão na parede abdominal que por fora é vista como uma bola, que facilmente você consegue comprimir com as mãos”, diz o médico. De acordo com um estudo publicado em abril deste ano por médicos da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, o fator de risco mais comum para desenvolver hérnias incisionais é ter um histórico de cirurgias abdominais. Os médicos da universidade analisaram quase 30 mil pacientes e descobriram que ter passado por várias cirurgias abdominais aumentou o risco de desenvolver uma hérnia em 87,5% dos casos. É o caso do presidente Jair Bolsonaro, que já passou por três cirurgias na região. Neste domingo (1º), o médico Antonio Macedo, que fará a operação, explicou: “Abrimos três vezes no mesmo lugar. Enfraqueceu", disse. Veja como foram as cirurgias anteriores de Bolsonaro No estudo americano, de 1.127 pacientes, cerca de 4%, precisaram de uma segunda cirurgia para reparar a hérnia incisional causada pela primeira intervenção. O problema, no entanto, pode chegar a atingir cerca de 20% das pessoas que passam por uma cirurgia abdominal. Correção é simples, diz especialista Roberto Zeballos, do Hospital Albert Einstein, explica que corrigir o problema é simples. “A cirurgia não demora muito. A solução é cirúrgica com a colocação de tela para conter o intestino. A hérnia incisional dificilmente complica”, diz. O único risco, segundo ele, é que os vasos sanguíneos do intestino sejam comprimidos. Isso pode cortar o fluxo sanguíneo para parte do intestino e levar à morte do tecido intestinal afetado. Cirurgias do presidente Bolsonaro leva facada em MG Reprodução/TV Globo Bolsonaro passou por uma avaliação médica na manhã deste domingo (1º), no aeroporto de Congonhas, em São Paulo. A primeira cirurgia após a facada aconteceu no mesmo dia do incidente, em um hospital de Juiz de Fora (MG). Cinco cirurgiões e dois anestesistas participaram da intervenção. Durante o procedimento, Bolsonaro recebeu quatro bolsas de sangue, e teve implantada uma bolsa de colostomia. Dias depois, em São Paulo, Bolsonaro passou por uma segunda cirurgia, quando os médicos reabriram o corte da primeira operação e encontraram uma obstrução em uma alça do intestino delgado, que fica na parte esquerda do abdômen. Em janeiro de 2019, o presidente voltou ao Einstein, em São Paulo, para retirada de bolsa de colostomia e ligamento do intestino. O autor do ataque contra o presidente foi internado por tempo indeterminado em um manicômio judicial.
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Coringa: diretor precisou de 1 ano para convencer Warner a fazer o filme
Depois de dois trailers, o filme Coringa já conseguiu chamar bastante atenção do público. As reações têm sido bem positivas, e o longa tem se mantido entre os mais populares do IMDb. Porém, de acordo com o diretor, Todd Phillips, foi muito difícil conseguir explicar sua visão do personagem para os executivos da Warner e convencê-los a financiarem a produção.
“Foi um processo que durou 1 ano desde que terminamos o roteiro, apenas para integrar as novas pessoas a essa visão, porque eu a enviei para uma equipe completamente diferente da que foi criada”, disse Phillips para o Los Angeles Times. “Havia e-mails sobre: 'você percebe que vendemos pijamas do Coringa na Target [loja de varejo nos EUA]'. Havia um zilhão de obstáculos, e você simplesmente precisa navegar por um de cada vez. Na época, eu os amaldiçoava na minha cabeça, todo dia. Mas, então, tive que colocar em perspectiva e dizer: 'Eles são bastante ousados por terem feito isso'”, acrescentou o diretor.
Procura-se quem encontre, mapeie e explore cavernas lunares
Em 2017, a sonda japonesa Selene descobriu uma gigantesca caverna lunar na região das Colinas de Marius, composta por um corredor com 50 metros de altura e mesma profundidade desembocando em uma cavidade subterrânea com 500 km de comprimento e 100 metros de largura.
Desde então, a grande questão que surgiu foi se formações como essa seriam ideais para abrigar as primeiras missões permanentes em solo lunar. Com isso em mente, a Agência Espacial Europeia (ESA) está à procura de um sistema que encontre, mapeie e ajude a explorar cavernas lunares.
Star Wars: como The Mandalorian trará um novo olhar para o Império
No último final de semana, durante a D23, The Mandalorian, série live-action de Star Wars ganhou seu primeiro teaser, que se inicia com várias cabeças de Stormtroopers ensanguentadas com espinhos. Já com isso podemos ver que a série explorará o lado mais sombrio da galáxia, abordando a forma como os habitantes do mundo veem o fascismo por trás do Império.
Sabemos que The Mandalorian se passa 7 anos após o fim de O Retorno de Jedi, período chamado de 11 ABY (Após a Batalha de Yavin) e décadas antes da ascensão da Primeira Ordem, sendo o primeiro live-action do universo de Star Wars a não ter um líder fascista oprimindo o povo. Em vez disso, a história vai focar nesse vazio no poder deixado pelo Império e na potencial luta política para preenchê-lo.
Fuja do roteiro da velhice ranzinza

Reveja sua lista de reclamações mais frequentes, elas podem estar envenenando sua vida No dia 7 de agosto, Caetano Veloso completou 77 anos. Na véspera, o cantor, compositor e escritor postou nas redes sociais: “Eu sigo ‘moleque’. Eu sei que sou velho, mas estou curioso para experimentar a velhice. A verdade é que, se não houver muitas desvantagens, nunca se é velho: a pessoa que você é ainda é o que você tem sido”. Observação tão simples quanto genial. Que tal “caetanear” e fugir do senso comum de que idosos passam boa parte do tempo se queixando? É verdade que, com a idade, a maioria tem que lidar com doenças crônicas, apertos no orçamento, a perda de amigos. No entanto, há também pequenos prazeres e descobertas – e falo isso sem dar uma de Pollyanna, a personagem de um romance do início do século passado que, mesmo no meio das maiores adversidades, sempre encontrava uma razão para se alegrar. O segredo é “mudar a chave” e não deixar a experiência acumulada durante décadas se transformar em ranzinzice. Reclamações frequentes podem estar envenenando sua vida e afastando as pessoas https://ift.tt/2LlB0RC Um bom primeiro passo é não permitir que as mazelas de saúde ocupem toda a conversa. Quem administra bem um ou mais doenças crônicas, tomando os medicamentos corretos sob a supervisão de um médico, mantém sua qualidade de vida inalterada. Ou quase. Portanto, não faz sentido discorrer ininterruptamente sobre bulas, medições de pressão e testes de glicose. Difícil? Pode ser, mas vale o esforço, porque seus interlocutores agradecerão. A propósito, um santo remédio é exercitar-se (pelo menos caminhar) e estar ao ar livre, em contato com a natureza. Etapa seguinte: diminua a lista de reclamações. Para começar, sobre a meteorologia: o inverno tem dias frios, o verão é escaldante. Proteja-se e curta o melhor das estações, porque se lamuriar só vai fazer com que pareçam mais longas. Outro item que renderia um tratado: as filas. Evite os dias de maior movimento para ir ao banco e use a tecnologia a seu favor, instalando aplicativos que poupem seu tempo. Com alguma organização, você não será surpreendido com a geladeira vazia, a conta que não foi paga, a medicação que acabou. E se não estiver se sentindo bem, nem pense em encarar uma fila, a menos que seja para ser atendido num posto de saúde ou setor de emergência – nesse caso, faça valer o Estatuto do Idoso! Crianças e adolescentes de hoje: para ser justo, mergulhe em sua memória e lembre-se que você também fez bagunça e barulho; talvez tenha fumado e bebido muito cedo e às escondidas; e provavelmente correu riscos desnecessários. Em vez de criticá-los, encoraje-os. Por que não aprender sobre o que gostam de fazer para compartilhar experiências? Temos que confiar e lhes dar crédito, pois o futuro é deles.
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