Galáxias crescem mais e ficam mais inchadas depois que envelhecem, diz estudo 


Estudo publicado na 'Nature Astronomy' nesta segunda-feira (23) mostra que a forma de uma galáxia está associada a sua idade.  Panorâmica da Via Láctea foi feita no deserto do Atacama, no Chile; a galáxia tem 13 bilhões de anos e não é considerada mais tão jovem Carlos Fairbairn/VC no TG Pesquisa publicada nesta segunda-feira (23) na "Nature Astronomy" mostra que as galáxias crescem mais depois que envelhecem. Elas também ficam mais inchadas e mais cheias de estrelas com o passar do tempo. O estudo foi desenvolvido por grupos de pesquisa da Universidade Nacional da Austrália e a Universidade de Sidney. "Todas as galáxias parecem esferas esmagadas; mas, na medida em que envelhecem, elas ficam mais cheias de estrelas em todas as direções", disse Matthew Calles, pesquisador da Universidade Nacional da Austrália e coautor da pesquisa, em nota. Para chegar a essas conclusões, astrônomos estudaram 843 galáxias de todos os tipos com uma variação de cem vezes em massa. O pesquisador Jesse Van de Sande, autor principal do estudo, diz que a descoberta mostra uma conexão surpreendente -- uma vez que a relação entre forma da galáxia e idade não era tão óbvia para a astronomia, pontua. "Esta é a primeira vez que mostramos que a forma e a idade estão relacionadas para todos os tipos de galáxias", disse. A idade das galáxias é medida por meio da cor. Pesquisadores sabem que estrelas, inicialmente azuis, acabam ficando vermelhas com o passar do tempo. Astrônomos também concluíram que há uma correlação entre as formas da galáxia e sua idade; quanto mais redonda a galáxia, mais velhas são as estrelas que as compõem. Segundo pesquisadores, na medida em que a galáxia envelhece, há também mudanças internas que acabam por desordenar o movimentos das estrelas. Uma galáxia é um acumulado de poeira, gás e estrelas que se mantém conectadas por questões gravitacionais. Também há um componente desconhecido dentro das galáxias, descrito como "matéria escura".

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