Maternidades brasileiras envolvidas em projeto de incentivo registram aumento de 8% em partos normais 


Resultado é da fase 2 do "Projeto Parto Adequado", que contou com a participação de 63 maternidades no Brasil.  Maternidades participam de projeto para incentivo ao parto normal Luciana Leal/HR/Divulgação Maternidades brasileiras que participaram da fase 2 do projeto "parto adequado" aumentaram o número de partos normais em 8% no período de um ano, segundo dados divulgados nesta terça-feira (3). O projeto parto adequado é uma parceria da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) com o Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Também a organização americana Institute for Healthcare Improvement apoia a iniciativa. Na média, os hospitais que participaram da fase 2 tiveram uma taxa de 50% na realização de partos normais. Algumas maternidades tiveram melhores índices que outras. Dentre aquelas que cumpriram todos os pré-requisitos do projeto, há o exemplo do Hospital Samel, em Manaus, que registrou aumento de 91% nos partos vaginais. Um outro bom exemplo foi o Hospital e Maternidade Eugênia Pinheiro, em Fortaleza, que registrou aumento de 71%. A fase 2 da iniciativa teve a participação de 63 hospitais e aconteceu entre janeiro e dezembro de 2017. Nele, profissionais de saúde das maternidades cadastradas recebem cursos que orientam para o incentivo ao parto normal. O risco de cesáreas desnecessárias Estudo publicado em 2017 no "British Medical Journal" com mulheres brasileiras mostrou que cesáreas e partos induzidos nas semanas 37 e 38 geram mais chances de ocorrência de morte neonatal, hipoglicemia, taquipneia transitória e necessidade de fototerapia nas primeiras 72 horas de vida. Dados de 2016 mostram que a cesariana já é a principal via de nascimento do Brasil, chegando a 55% dos partos realizados no geral e a 84,6% na rede privada. Por esse motivo, uma série de incentivos tem ocorrido nos últimos anos. Também em 2016 o Ministério da Saúde colocou em curso um protocolo para aumentar o número de partos normais na rede pública. Segundo o ministério, é obrigatório que os médicos informem à gestante sobre os potenciais riscos e eventos adversos da cirurgia.

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