10% dos casos de tuberculose são de pessoas que abandonaram tratamento anterior, diz Ministério da Saúde


Terapia para a condição leva seis meses. País registrou 69,5 mil novos casos da doença em 2017. Foram 4.426 mortes em 2016.  Programa de alerta para a tuberculose no Amapá; Brasil quer diminuir número de casos para menos de 10 a cada 100 mil habitantes Sesa/Divulgação Cerca de 10% das pessoas que foram ao hospital por tuberculose já haviam tido a doença, mas abandonaram o tratamento anterior, mostram dados do Ministério da Saúde. A terapia para a tuberculose é longa e é preciso se certificar da eliminação do bacilo de Koch (bactéria causadora da doença). Em média, é necessário tomar medicamentos por seis meses -- o que poderia explicar a elevada taxa de retratamento por abandono. Algumas populações mais vulneráveis também apresentam maior incidência -- como é caso da carcerária, que responde por 10% dos casos e está sendo alvo de projeto específico lançado na quarta-feira (6) pelo Ministério da Saúde. No geral, o Brasil registrou 69,5 mil casos novos da doença em 2017. Desses, 13.347 (19.1%) são de pessoas que voltaram ao sistema de saúde após deixarem o tratamento ou terem algum insucesso da terapia. Hoje, o Brasil tem 33,5 casos de tuberculose a cada 100 mil habitantes --- número acima da meta preconizada pela Organização de Mundial de Saúde (de 10 casos/100 mil). Em relação às mortes, o país registrou 4.426 óbitos por tuberculose em 2016 -- os dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram, no entanto, uma sutil baixa da mortalidade com o passar dos anos: há uma redução média anual de 2% na mortes de 2007 a 2016. O Brasil tem o compromisso de reduzir a mortalidade para menos de 1 óbito por 100 mil habitantes até 2035. Apesar da diminuição, a pasta considera que a tuberculose ainda é um problema de saúde pública no país; e, por isso, lançou em 2017, o "Plano Nacional pelo Fim da Tuberculose como Problema de Saúde Pública". O plano estabeleceu, por exemplo, os testes rápidos para acelerar o diagnóstico da condição e diversas estratégias para chegar à meta de incidência recomendada pela OMS. Retratamentos Os estados com maior proporção de pessoas que tiveram que voltar a se tratar foram Rio Grande do Sul (23,3%), Rondônia (19,9%) e Paraíba (19,5%) em 2016 Nesse mesmo ano, o percentual de cura de casos novos foi 73%, maior do que se comparado ao ano de 2015 (71.9%). Os estados do Acre (84,2%), São Paulo (81,6%) e Amapá (81,7%) alcançaram os maiores percentuais de cura no mesmo ano. As capitais com maior número de casos da tuberculose, em 2017, foram Manaus (104,7/100 mil hab.), Rio de Janeiro (88,5 /100 mil hab.) e Recife (85,5/100 mil hab.). O Ministério da Saúde considera que "a situação da tuberculose nas capitais do país exige atenção, uma vez que 70,4% delas (n=19) apresentaram coeficiente de incidência superior ao registrado no país", avalia o boletim feito pela Secretária de Vigilância do Ministério da Saúde. Avanços e HIV Após o lançamento do Plano do Fim da Tuberculose, 71,4% dos casos fizeram diagnóstico por confirmação laboratorial em 2017. No mesmo ano, 73,4% dos casos foram testados para o HIV, diz o Ministério da Saúde. A testagem para o HIV identificou que 9,2% dos casos novos de tuberculose eram de pessoas que também eram soropositivas para o HIV.

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