Microsoft compra GitHub por US$ 7,5 bilhões

Usada por 28 milhões de pessoas, plataforma é o maior repositório de código de programas do mundo. Chris Wanstrath, CEO e cofundador do GitHub, ao lado de Satya NAdella, CEO da Microsoft. Divulgação/Microsoft A Microsoft comprou o GitHub, plataforma usada por desenvolvedores para hospedar códigos, por US$ 7,5 bilhões, segundo anunciaram nesta segunda-feira (4) as duas empresas. A notícia já gerou uma onda de descontentamento entre programadores, que temem poder haver mudanças que comprometam seu trabalho. O GitHub é um repositório popular de projetos de códigos com mais de 10 anos e usado por 28 milhões de desenvolvedores em todo mundo. Também é o espaço em que grandes empresas, como Amazon, Apple e Google, escolhem quando querem mostrar o que estão fazendo. A Microsoft, apesar de ser uma das maiores criadores de software proprietário do mundo, é uma das maiores contribuidoras da plataforma. Muitos dos programas da companhia tiveram seus códigos abertos no GitHub, como PowerShell, Visual Studio Code e o motor de JavaScript do havegador Microsoft Edge. A guinada rumo ao código aberto começou com a chegada de Satya Nadella à presidência-executiva da Microsoft. Software de computador com código aberto permitem que outros desenvolvedores além dos criadores possam estudá-lo, modificá-lo, contribuir com sua criação e até desenvolvê-lo para distribuí-lo de outra forma. O GitHub só é capaz de armazenar tantos projetos porque funciona com um sistema de gerenciamento criado em 2005 por Linus Torvalds, que é fundador do Linux, o maior projeto de código aberto do mundo. A plataforma chegou a ser avaliada em US$ 2 bilhões em 2015. Os rumores da aquisição começaram a circular ainda na semana passada e forma o suficiente para gerar reclamações na comunidade de desenvolvedores.
Texto completo







