Veja o que dizem as entidades excluídas do Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas

Conselhos federais de medicina, psicologia, serviço social e enfermagem estão entre as instituições que não poderão mais participar das decisões. OAB também foi retirada do grupo. Bolsonaro exclui vagas da sociedade civil no Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas Após serem excluídas do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) por decreto do presidente Jair Bolsonaro, entidades se posicionaram na manhã desta segunda-feira (22). A partir de agora, sociedade civil e especialistas não terão participação nas decisões do governo relacionadas ao tema. Criado em 2006, o Conad era composto por 31 representantes. Desse total, havia 17 pessoas com cargo de ministro ou indicadas por ministérios e órgãos federais, além de um integrante de conselho estadual sobre drogas. Os outros 13 eram os representantes da sociedade civil e especialistas que foram excluídos. Com a mudança, deixam de ter assento no conselho: um jurista, indicado pela OAB um médico, indicado pelo Conselho Federal de Medicina um psicólogo, indicado pelo Conselho Federal de Psicologia um assistente social, indicado pelo Conselho Federal de Serviço Social um enfermeiro, indicado pelo Conselho Federal de Enfermagem um educador, indicado pelo Conselho Nacional de Educação um cientista, indicado pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência um estudante, indicado pela União Nacional dos Estudantes Em nota, o Conselho Federal de Medicina (CFM) disse que "está analisando o decreto e o impacto da medida e somente se pronunciará após a conclusão desses trabalhos". Em seis meses de governo, Bolsonaro só fez menos decretos que Collor Paulo Aguiar era o representante do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e disse que ficou "triste e ao mesmo tempo muito indignado por mais essa ação do governo Bolsonaro". "O próprio governo Bolsonaro não tem afeto pela questão da democracia. Quando você retira o conselho, você exclui a participação da sociedade, você diminui o debate, e diminui a possibilidade de uma discussão com várias formas de pensar a questão das drogas". O diretor da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Sidarta Ribeiro, classificou a medida como um "grande retrocesso" e diz esperar uma reação da sociedade. "Com essa decisão, percebemos um descolamento da realidade. Não é assim que se faz política publica. Ela deve ser construída com conhecimento, com dados. Os cientistas estão sendo expurgados da sociedade civil".

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