Países organizam retirada de estrangeiros de Wuhan após bloqueios por surto de coronavírus


Estados Unidos, Japão e França trabalham junto com o governo chinês para transportar cidadãos de volta a seus países de origem em meio a isolamento de cidade. Ambulância cruza uma ponte em Wuhan, na província de Hubei no sábado (25); a cidade está isolada após surto de coronavírus Chinatopix/AP Os Estados Unidos organizam neste domingo (26) um voo charter para trazer seus cidadãos e diplomatas de volta da cidade chinesa de Wuhan, epicentro do surto de um novo coronavírus. A infecção causada pelo vírus matou 56 pessoas no país. Segundo a Embaixada dos EUA na China, um voo partirá da cidade com destino a San Francisco, Califórnia, na quinta-feira (29). O avião, com cerca de 230 pessoas, levará diplomatas do consulado dos EUA em Wuhan e suas famílias. Em um comunicado, o serviço de relações exteriores norte-americano disse que cidadãos também poderão embarcar, mas há vagas limitadas. Novo coronavírus pode se espalhar antes do aparecimento de sintomas O que se sabe e o que ainda é dúvida sobre o coronavírus Número de países com casos confirmados Os japoneses também serão evacuados. O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, disse no domingo que o país deve organizar um voo para retirar expatriados que vivem em Wuhan. Segundo o mandatário, a ação é coordenada em colaboração com a China. Aviso no aeroporto de Tóquio alerta para surto de coronavírus em Wuhan, na China Reuters França, Jordânia e Índia No sábado (25), a Peugeot informou que vai repatriar funcionários franceses alocados em Wuhan. Segundo um porta-voz da empresa, 38 pessoas serão evacuadas da região com a colaboração de autoridades chinesas e do consulado geral da França na região. A empresa disse em um comunicado que as famílias retiradas passarão por um período de quarentena em Changsha antes de voltar para o país. O rei Abdullah II, da Jordânia, destinou uma aeronave para evacuar cidadãos de seu país na China. Segundo a rede de notícias CNN, a ação já foi autorizada pelas autoridades chinesas. Passageiros usam máscaras para evitar a contaminação pelo coronavírus em estação ferroviária de alta velocidade, em Hong Kong, nesta quarta-feira (22) Kin Cheung/AP No domingo, o ministro de Relações Exteriores da Índia disse que o país está acompanhando a situação de perto e que mantém contato com indianos residentes na província de Hubei, onde fica Wuhan. Em uma rede social, Raveesh Kumar escreveu que cidadãos indianos recebem apoio do consulado da Índia e que não foram afetados pelos bloqueios. Wuhan está com o tráfego de veículos suspenso, e diversas cidades da província de Hebei, da qual a cidade faz parte, estão adotando a paralisação do transporte público e admitem a possibilidade de fechar os acessos, para impedir a propagação do coronavírus, o que dificulta a saída de estrangeiros. China suspende viagens turísticas A China vai suspender todas as viagens turísticas que partem do país a partir de segunda-feira (27) para tentar conter o surto de coronavírus. Neste sábado a Associação de Turismo da China anunciou que as viagens em grupo ao exterior estarão suspensas. Segundo a associação, viagens domésticas já estavam sob restrição desde sexta-feira (24). Fora do epicentro da doença, quatro cidades – incluindo Pequim e Xangai – anunciaram a suspensão da circulação de ônibus de longa distância. Segundo a agência France Presse, essa medida afetará milhões de viajantes por conta do feriado do Ano Novo Chinês. Além disso, a província de Guangdong, a mais populosa da China, impôs neste domingo a seus 110 milhões de habitantes a obrigação de usar máscara respiratória. Essa imposição - também aplicada na província de Jiangxi e em outras grandes cidades - já está em vigor em Wuhan. Quase todas as mortes foram registradas em Wuhan ou na província de Hubei, mas neste domingo o vírus fez sua primeira vítima fatal em Xangai, grande metrópole financeira do leste do país. Casos de coronavírus pelo mundo Rodrigo Sanches/Arte G1 Transmissão fortalecida O ministro da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, disse em coletiva de imprensa no domingo que o novo coronavírus pode se espalhar antes mesmo do aparecimento de sintomas. Ma disse também que o período de incubação do coronavírus pode variar de um a 14 dias, e que o vírus é infeccioso durante a incubação, o que não foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS), um coronavírus que se originou na China e matou quase 800 pessoas globalmente em 2002 e 2003. Jornalista usa uma máscara protetora durante coletiva com ministro da Comissão de Saúde da China, Ma Xiaowei sobre o surto do novo coronavírus em Pequim Thomas Peter/Reuters Segundo a Reuters, Ma afirmou ainda durante a coletiva que a capacidade de transmissão do coronavírus está se fortalecendo e reforçou as ações de contenção, que até agora incluem restrições de transporte e viagens e o cancelamento de grandes eventos, serão intensificados. Mortes na China Dados divulgados pela China no sábado mostram que o número de mortes causadas pelo coronavírus chegou a 56, incluindo a primeira vítima fatal em Xangai. De acordo com a agência Reuters, 1.975 pessoas já tiveram diagnósticos da doença confirmados no país e 49 estão curadas. A Organização Mundial de Saúde (OMS) emitiu o primeiro alerta da doença em 31 de dezembro de 2019, depois que as autoridades chinesas notificaram casos de uma misteriosa pneumonia na cidade de Wuhan. Foram, então, adotadas medidas como isolamento de pacientes e realização de exames para identificar a origem da doença. Apesar dos números, a OMS afirmou nesta quinta que "ainda é cedo" para declarar emergência internacional devido às infecções do coronavírus. VÍDEOS China atualiza para 56 o número de mortos por coronavírus Coronavírus: infectologista explica o que é o vírus, sintomas e prevenção Initial plugin text

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