Jogo criado na UFTM, em Uberaba, é registrado no INPI como programa de computador


Memorex foi criado para ajudar no treinamento cognitivo. Próximo passo será verificar um domínio virtual adequado para hospedar o jogo e disponibilizá-lo gratuitamente. Jogo Memorex UFTM/Divulgação Um jogo para treinamento cognitivo, desenvolvido pelo laboratório do Núcleo de Avaliação Psicológica e Investigações em Saúde (Napis) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), em Uberaba, foi registrado no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) como programa de computador. O Memorex foi desenvolvido ao longo de dois anos pela professora Sabrina Barroso, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UFTM, e teve participação de quatro alunos da iniciação científica. Segundo a professora, o trabalho foi fomentado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig). "O efeito do registro do jogo é garantir que a UFTM, a Fapemig e eu tenhamos maior segurança em compartilhá-lo com a população brasileira e devolver a essa população o fruto dos impostos pagos, que permitem que a universidade pública exista", explicou. Agora, a próxima etapa é verificar um domínio virtual adequado para hospedar o jogo e disponibilizá-lo gratuitamente para todos. O Memorex A ideia de criar o jogo surgiu a partir da linha de pesquisa da professora, que inclui instrumentos de avaliação e intervenção psicológica e neuropsicológica e que é desenvolvida no Napis. O recurso foi liberado em 2017, após o edital Universal 2015 da Fapemig. O objetivo do Memorex é ajudar a manter ou melhorar funções cognitivas, em especial percepção visual, memória e planejamento. O jogo segue a tendência mundial de criação de formas de intervenção com caráter lúdico para serem utilizadas em locais remotos. Professora Sabrina Barroso e o jogo Memorex UFTM/Divulgação Ao longo de 2018 e 2019, foram realizados testes sobre o uso do jogo com 60 idosos, divididos em dois grupos. Para permitir comparação, o jogo foi instalado em computadores e celulares dos idosos, que foram acompanhados durante três meses. "Os resultados mostraram que, aqueles que jogaram, melhoraram quanto à atenção, percepção visual, velocidade para processar informações e melhoraram um pouco menos quanto à memória. Além disso, todos os idosos indicaram ter gostado de jogar. Estamos seguindo com as análises dos resultados, avaliando padrões de erros, padrões de jogabilidade, entre outros, pra tentar refinar o potencial do jogo como forma de intervenção", explicou Sabrina. Inicialmente, o público-alvo eram apenas idosos, mas também acabou sendo adaptado para crianças, podendo ser utilizado com qualquer população. "Há um grupo na Universidade Federal de São João del-Rei que está testando com crianças, dentro de um protocolo de intervenção com jogos. Para usuários, ele pode ser usado para entretenimento ou como intervenção. Para pesquisadores, o jogo fornece relatórios de uso, tempo, erros, entre outros que podem ser úteis para pesquisa", completou a pesquisadora. Professora Sabrina Barroso, da UFTM, explica como funciona o jogo Memorex

Texto completo




Posts Relacionados
          Envie por E-mail  

0 comentários: