Xi Jinping promete vacina e US$ 2 bilhões contra o coronavírus

A China, o primeiro país a declarar casos da Covid-19 no final do ano passado, é acusada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demorar a avisar a comunidade internacional e tomar medidas. Presidente chinês, Xi Jinping, fala em frente uma placa com um coração e o slogan ‘Corrida contra o tempo, combate ao vírus’ em entro de controle de doenças e prevenção de Chaoyang, em Pequim. Imagem divulgada em 10 de março de 2020 Liu Bin/Xinhua via AP Acusada pelo governo americano de Donald Trump de ter demorado a reagir, a China prometeu, nesta segunda-feira (18), por meio do seu presidente Xi Jinping, compartilhar uma eventual vacina e alocar 2 bilhões de dólares para a luta global contra a Covid-19. Covid-19: Trump ameaça romper laços com a China e fala que economizaria bilhões Investigação sobre resposta à pandemia será lançada 'em momento apropriado', diz chefe da OMS Em uma mensagem de vídeo transmitida em Genebra por ocasião da 73ª Assembleia Mundial da Saúde, o homem forte de Pequim garantiu que é a favor de uma "avaliação completa" e "imparcial" da resposta global ao novo coronavírus, uma vez que que a epidemia for interrompida. Preocupado com a pandemia, presidente da China Xi Jinping liga para Donald Trump A assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS), realizada on-line pela primeira vez na história, deve discutir uma resolução promovida pela União Europeia (UE) exigindo uma "avaliação imparcial, independente e abrangente" da resposta internacional à crise do coronavírus. O ministério das Relações Exteriores da China deixou claro nesta segunda-feira que os diplomatas chineses votariam o texto. A China, o primeiro país a declarar casos da Covid-19 no final do ano passado, é acusada pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demorar a avisar a comunidade internacional e tomar medidas. Refutando as acusações, Xi assegurou que seu país "sempre" mostrou "transparência" e "responsabilidade" diante da pandemia, compartilhando informações com a OMS e outros países em tempo hábil. Os Estados Unidos e a Austrália pediram uma investigação internacional sobre a origem do vírus. Pequim denuncia uma "politização" dessa questão, enfatizando regularmente que o "paciente zero" da Covid-19 não foi encontrado e que "não é necessariamente" chinês. Corrida pela vacina Ansioso para proteger os chineses e silenciar os críticos ocidentais quanto à gestão da pandemia, Pequim também se posiciona como um participante chave na corrida por uma possível vacina. O país incentiva institutos públicos e empresas privadas a acelerar suas pesquisas. E a China garantiu na sexta-feira que cinco vacinas experimentais já começaram a ser testadas em seres humanos. Qualquer eventual vacina desenvolvida pela China se tornará um "bem público global", acessível e disponível nos países em desenvolvimento, prometeu Xi. Segundo a maioria dos especialistas, uma vacina contra a Covid-19 só deverá ser finalizada em entre 12 ou 18 meses. O presidente chinês também disse que seu país contribuirá com US$ 2 bilhões (R$ 11,52 bilhões) para a luta global contra a Covid-19, especialmente nos países em desenvolvimento. "A China trabalhará com os membros do G20 para implementar a iniciativa de alívio da dívida para os países mais pobres", explicou. Por fim, ele propôs tornar seu país, em colaboração com a ONU, uma "plataforma logística e um armazém" humanitário de emergência, com o objetivo de facilitar o fornecimento de equipamentos contra o coronavírus em todo o mundo. A pandemia de Covid-19 já matou mais de 315 mil pessoas em todo o mundo, com sérias consequências para a economia global. Initial plugin text
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