Um a cada três profissionais de saúde diz ter acesso a testes para Covid no Brasil, diz estudo da FGV


Pesquisa foi respondida por 2.138 especialistas que atuam no combate à doença no país. Norte e Nordeste, além de ter menos acesso à testagem, também foram regiões que receberam menos Equipamentos Proteção Individual (EPIs). Profissional de saúde faz coleta de material para exame do tipo PCR em Barcelona, na Espanha, em foto de 14 de julho AP Photo/Emilio Morenatti Um a cada três profissionais da saúde no Brasil (35,2%) dizem ter acesso a testes para diagnosticar a Covid-19, de acordo com pesquisa do Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), divulgada nesta quinta-feira (30). Quais os tipos de exames para Covid-19 e por que os testes rápidos geram controvérsia IgG e IgM positivo para Covid: entenda significado das siglas e diferença entre teste rápido e PCR Os dados foram coletados por questionário online, respondido voluntariamente pelos profissionais. A maioria da amostra é composta por mulheres (77%), sendo que 37,5% dizem ser negras. Foram contabilizados 2.138 participantes, com respostas entre os dias 15 de junho e 1º de julho de 2020. (Leia mais sobre o perfil da amostra no final da reportagem) Os profissionais de saúde do Norte e Nordeste tiveram menos acesso aos testes do novo coronavírus, em comparação com outras regiões: 39% e 31%, respectivamente, contra 54%, 32,3% e 41,8% nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul. O mesmo ocorre com o acesso aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), como as máscaras, fornecidos para o uso dentro do hospital ou local de trabalho: 1.066 profissionais de saúde dizem ter recebido, mas o índice é mais baixo no Norte (38,2%) e Nordeste (34,6%). Veja o índice nas outras regiões: Mesmo entre os médicos, enfermeiros e outros profissionais que receberam os EPIs, 23,8% disseram que a qualidade era baixa ou péssima. Outros 22,8% consideraram excelente, e 53,6% acharam um bom material de proteção. "Um dos elementos que os dados nos sugerem é que a pandemia exacerba desigualdades regionais históricas no Brasil. Embora a situação não seja favorável em nenhuma região, as regiões Norte e Nordeste aparecem ainda como aquelas que sofrem piores situações na pandemia e as que fornecem as piores condições para os trabalhadores da linha de frente da saúde", disse o texto do relatório. Outros pontos importantes do estudo 1 a cada três profissionais da saúde dizem ter recebido treinamento para atuar na linha de frente da Covid - no Norte e no Nordeste os índices também são menores, de 26% e 18,4%, respectivamente; 78,2% dizem que a saúde mental piorou devido à pandemia, com um impacto maior dos profissionais da enfermagem; Em paralelo, apenas 19,6% dizem que têm apoio para cuidar da saúde mental. Perfil dos dados coletados Entre as mais de 2 mil respostas recebidas, a maioria é de profissionais localizados no Sudeste (39,2%) e no Nordeste (35,8%). Depois, Sul (10%), Centro-Oeste (9,3%) e Norte (5,8%). Profissionais da atenção básica correspondem a 60% da amostra, sendo que 77,3% são mulheres, 20% homens e 2,7% preferiram não mencionar o gênero. Mais de 65% dos participantes têm mais de 10 anos de carreira. Câmara aprova indenização a profissionais de saúde incapacitados permanentemente por Covid Serviço de atendimento pela internet oferece apoio psicológico para profissionais da saúde Initial plugin text

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