A Fazenda 13 promete três meses de muitas tretas e debates (coluna)
Começo este texto com uma verdade incômoda: nós, brasileiros, adoramos um reality show. De todo tipo – culinário, esportivo, de resistência física, de pessoas sendo flagradas cometendo delitos. Mas claro que há o nosso tipo preferido: os chamados reality shows de convivência, que se fundamentam no simples ato de colocar pessoas para habitarem a mesma casa, na promessa de que elas serão “elas mesmas” (em outras palavras: que uma hora elas esquecerão das câmeras e baixarão a guarda).
Por isso, independente da previsão de alguns críticos, o formato parece não nos cansar. Anualmente, a televisão brasileira executa dois grandes eventos deste tipo: a edição de Big Brother Brasil, na Globo, no primeiro semestre; e a edição de A Fazenda, na Record, no segundo. São dois programas capazes de mobilizar ânimos e paixões, e de gerar um tipo de envolvimento no público dificilmente visto em outras atrações. O mais interessante (e lucrativo para as emissoras) é que esse engajamento com os dois reality shows não se dá apenas na TV, mas nas redes sociais que replicam o conteúdo dos programas e trazem novas camadas de experiência aos espectadores.







