Pesquisa indica surgimento de 'vacina promissora' para tratar câncer no cérebro


Estudo realizado com pacientes no Reino Unido, Alemanha e Canadá sugere tratamento com células do sistema imunológico, que seriam 'ensinadas' a reconhecer o tumor e atacá-lo. Kat Charles, com seu filho Jacob e o marido, Jason; em 2014, ela foi informada de que teria apenas mais três meses de vida Brain Tumour Charity Um novo tratamento para um tipo de câncer no cérebro está em desenvolvimento e pode representar um grande avanço no combate à doença, apontam os resultados iniciais de um estudo realizado no Reino Unido, no Canadá e na Alemanha. Pacientes que sofrem desse câncer – chamado "glioblastoma" – não costumam viver por muito tempo depois da cirurgia para a retirada do tumor. A média é de cerca de 15 a 17 meses de sobrevida. Algumas das pessoas que passaram pelo novo tratamento, no entanto, viveram duas vezes mais do que essa média, segundo os pesquisadores. O tratamento padrão para glioblastoma, o mais agressivo dos tumores cerebrais em adultos, envolve a remoção do tumor, seguida de radioterapia e quimioterapia. A nova técnica, por sua vez, usaria as células do sistema imunológico do próprio corpo para atacar o câncer. Ela consiste na coleta de células dendríticas (glóbulos brancos) dos pacientes e na sua combinação com uma amostra de seus tumores. Assim, quando essa vacina é injetada no paciente, seu sistema imunológico conseguiria reconhecer o câncer e atacá-lo. A pesquisa está ainda em fase inicial e envolveu 331 pacientes, sendo que 232 deles receberam a vacina da imunoterapia, chamada DCVax, enquanto o resto recebeu placebo e o restante dos cuidados normais. Os resultados preliminares dos 11 anos em que o estudo tem sido realizado mostram que os pacientes envolvidos no teste viveram mais de 23 meses depois da cirurgia para retirada do tumor, em média – e 100 deles chegaram a sobreviver 40,5 meses na época da análise. A pesquisa, divulgada na publicação científica Journal of Translational Medicine, ainda não está concluída. Sendo assim, ainda não há o detalhamento sobre quem recebeu a vacina e quem recebeu o placebo. Mas houve quem sobreviveu por mais de sete anos após a cirurgia, segundo os pesquisadores. Para a instituição de caridade britânica "Brain Tumor Charity", dedicada aos pacientes com esse tipo de câncer, os primeiros resultados da pesquisa já se mostram "promissores". Efeitos Kat Charles recebeu a notícia em 2014 de que ela teria apenas mais três meses de vida – os médicos britânicos não viram mais alternativas para tratar seu diagnóstico de tumor cerebral. "Eles me disseram que não havia mais o que fazer", afirmou ela, que tem 36 anos hoje. Kat diz que não notou efeitos colaterais decorrentes da vacina BRAIN TUMOUR CHARITY Depois de ter passado por todos os tratamentos recomendados para esses casos e de ter até mesmo feito parte de testes para outro tipo de medicamento, ela e o marido, Jason, arrecadaram dinheiro para pagar pela técnica DCVax na rede particular. Ela recebeu o tratamento, e seus últimos exames não mostram nenhum rastro do tumor. "O DCVax fez tudo o que me disseram que seria impossível", disse o marido de Kat. "Se não fosse por esse tratamento, eu não teria mais a minha mulher e mãe dos meus filhos aqui." A paciente, que vive no interior da Inglaterra, ainda toma injeções da vacina regularmente. "Eu pego um trem até Londres, levo uma injeção em cada braço e já fico livre para ir para casa. Não me dá nenhum efeito colateral, é maravilhoso", contou. 'Grande avanço' Keyoumars Ashkan, professor de neurocirurgia do King's College Hospital, em Londres, um dos responsáveis pela pesquisa na Europa, disse que os resultados deram "uma nova esperança aos pacientes e médicos que lutam contra essa terrível doença". "Apesar de ainda não termos uma conclusão final, que precisa esperar os últimos dados do estudo ficarem disponíveis, o que já foi publicado hoje evidencia um grande avanço no tratamento de pacientes com glioblastoma", pontuou. "Otimismo cauteloso é bem-vindo nessa área em que, por tanto tempo, a doença e o sofrimento sempre estiveram em vantagem", ponderou. David Jenkinson, CEO da Brain Tumor Charity do Reino Unido, também se mostrou empolgado com os resultados. "Essa pesquisa parece ser bem promissora para pacientes que têm tido tão pouca esperança em seus diagnósticos nas últimas décadas. Nós precisamos de mais análises sobre os testes e mais pesquisas na área para verificar qual papel a imunoterapia pode ter no combate ao câncer cerebral", finalizou. O que é o glioblastoma? - É o tipo mais comum de tumor cerebral que começa no cérebro - É a forma mais agressiva de tumor cerebral em adultos e costuma apresentar bastante resistência aos tratamentos - Acredita-se que a variedade de células em um glioblastoma é um dos motivos pelos quais é tão difícil combatê-lo, porque os remédios atuais não conseguem ser efetivos contra todos os tipos de células no tumor - Como acontece com a maioria dos tumores, a causa do glioblastoma não é conhecida

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Aos 114 anos, sul-africano candidato a homem mais velho do mundo quer parar de fumar


Fredie Blom completou 114 anos em maio, mas ainda não ganhou o título de homem mais velho do mundo porque o caso dele está sob análise do Guinness, o Livro dos Recordes. Fredie Blom, aos recém-completados 114 anos, garante que não há segredos para a longevidade BBC Aos 114 anos, Fredie Blom pode ser, em breve, reconhecido como o homem mais velho do mundo. Ele passou a maior parte da vida trabalhando em uma fazenda e, depois, na construção civil durante o período do apartheid na África do Sul. Conseguiu parar de beber álcool anos atrás, mas ainda é um fumante regular. "Todo dia eu fumo dois ou três 'pílulas'", conta Blom, referindo-se à gíria sul-africana pill, em inglês, usada para os cigarros em que o fumante enrola o próprio tabaco em uma folha de seda. "Eu uso meu próprio fumo, não fumo cigarros (comercializados)", completa. Blom diz que a vontade de fumar é muito forte, mais forte que a de parar. "Às vezes eu digo a mim mesmo que vou parar, mas esse sou eu mentindo para mim mesmo. Meu peito me persegue para dar uma baforada e eu sou obrigado a fazer uma 'pílula'." Ele abre um sorriso travesso para dizer que é fumante por "culpa é do diabo". Autoridades sul-africanas asseguram que a data de nascimento de Fredie Blom está correta, mas ele ainda não foi declarado o homem mais velho do mundo BBC Status de celebridade A primeira coisa que chama atenção em quem conhece o centenário é a aparência extremamente saudável e sólida que ele exibe. Alto, anda sem ajuda, apesar de caminhar, compreensivelmente, a passos lentos. A audição já não está tão afiada, mas ele não tem nenhum problema de saúde. Blom completou 114 anos de idade no dia 8 de maio e, na África do Sul, é conhecido como a pessoa mais velha do mundo ainda viva – o título, contudo, ainda depende de verificação do Guinness, o Livro dos Recordes. Uma jamaicana, Violet Moss-Brown, era dona do título, mas morreu em setembro de 2017, aos 117 anos. O Guinness afirma que ainda está consultando especialistas para anunciar os agraciados com o título de homem e mulher mais velhos do mundo. Blom, que ostenta um bigode ligeiramente descuidado e barba grisalha, não tem nenhum segredo especial para sua longevidade. Os olhos de Blom ainda brilham com as memórias da infância, quando caçava pássaros BBC "Há apenas uma coisa, é o homem lá de cima (Deus). Ele tem todo o poder. Eu não tenho nenhum. Posso cair a qualquer hora, mas Ele me segura", diz o centenário quando questionado sobre o que lhe faz continuar seguindo a vida. Conta que se sente muito bem. Diz que o coração está bom, apenas as pernas estão cedendo. "Já não caminho mais do jeito que andava", lamenta, apesar da voz ainda alta e dicção clara. Ele atrai atenção e ganhou fama. Recebe visitas desde de moradores locais a ministros do governo na casa modesta onde vive, na Cidade do Cabo. Blom diz se sentir bem ao perceber que as pessoas se importam com ele. No aniversário de 114 anos, o supermercado local e o Departamento de Desenvolvimento Social do governo local o presentearam com um bolo enorme. Trabalho até os 80 Janetta é 29 anos mais jovem que Blom e está casada com ele há 48 anos. Ela conta que o marido é extremamente saudável e que só esteve no hospital uma única vez, há muitos anos, para tratar de um problema no joelho. Ela diz que muita gente duvida da idade de Blom. "Teve muito questionamento sobre quando ele pegou o documento de identidade anos atrás, mas a sobrinha dele pegou a certidão de nascimento, que era a prova que precisávamos", conta. Sihle Ngobese, porta voz do Departamento de Desenvolvimento Social, confirma que o documento de identidade expedido para Blom tem como data de nascimento 8 de maio de 1904, e que isso é prova suficiente da idade do centenário. Janetta diz que o marido gosta de carne e, por ora, apenas tem dificuldade para calçar os sapatos BBC Blom deixou ainda jovem uma vila rural chamada Adelaide e seguiu rumo à Cidade do Cabo. Nunca frequentou a escola e, por isso, não sabe ler nem escrever. As memórias da infância ainda fazem seus olhos brilharem. Ele se lembra bem dos passatempos favoritos. "Quando eu me levantava de manhã, adorava sair e olhar para o mundo. Eu costumava pegar uma catapulta e atirar nos passarinhos", conta. O primeiro emprego foi como trabalhador rural. Depois,atuou para uma empresa que instalava paredes de concreto pré-fabricadas. "Nós passamos por toda a Cidade do Cabo para instalar paredes. Eu trabalhei lá por um longo tempo até a minha aposentadoria, quando eu já estava em meus 80 anos", diz ele. Violência Blom mora em uma área cheia de gangues e assolada por crimes. E, por isso, fica fácil entender porque ele acredita que a maior mudança que observou em sua vida foi o crescimento da violência. "A vida era muito mais pacífica. Aqueles eram bons momentos. Não havia assassinatos e roubos. Ninguém ficava ferido, não havia nada do tipo", recorda. "Você podia ficar o dia todo deitado na cama e, quando acordasse, tudo – todos os seus pertences – ainda estaria lá. Agora tudo mudou", completa. Em relação à política e aos dias em que a África do Sul estava sob o domínio de uma minoria branca, Blom se mostra completamente alheio. "Eu trabalhava na fazenda – não havia tempo para nada além de fazer o seu trabalho. Nós só ouvimos brevemente coisas sobre política." Blom não é exceção. Muitos trabalhadores, em especial os da zona rural, tinham uma vida muito isolada durante o regime de segregação racial adotado entre 1948 e 1994 pelos sucessivos governos do Partido Nacional na África do Sul. Muitos deles, assim como Blom, eram analfabetos e trabalhavam sob duras condições nas fazendas, em sua maioria pertencentes a brancos. Os trabalhadores negros eram geralmente impedidos de se mobilizar, muito menos de se associarem a sindicatos ou a grupos políticos. 'Tentação do diabo' Hoje, Blom tem uma vida bem tranquila. A mulher do centenário conta que ele não tem uma dieta especial, mas gosta de ter carne em todas as refeições. Também come muitas verduras e legumes. Blom ainda é forte o suficiente para tomar banho e se vestir sozinho. A maior dificuldade, conta a mulher, é para calçar sapatos. Às vezes, conta com a ajuda do neto para se barbear. Para alguém que passou boa parte da vida acordando às 4h30 para trabalhar, Blom agora sai da cama bem mais tarde e reclama por não estar fazendo muita coisa em casa. "Eu não posso fazer nada, nem subir numa escada. Fico sentado por aí, mas não tenho tempo para os absurdos que estão na televisão", afirma. Ele prefere sentar do lado de fora de casa, enrolar seu próprio fumo e, ceder, mais uma vez, à tentação do diabo.

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Qualcomm anuncia Snapdragon XR1, 1º processador do mundo feito para AR e VR

Peça é dedicada às chamadas realidades estendidas e vem para dar vida a headsets independentes

A Qualcomm anunciou hoje (30) durante a Augmented World Expo (AWE) o primeiro processador do mundo dedicado às chamadas realidades estendidas (XR), ou seja, realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR). O Snapdragon XR1 vem para dar vida a headsets independentes, ou seja, que não precisam de celular ou computador para funcionar.

“Ao integrar visuais poderosos, áudio de alta fidelidade e ricas experiências interativas, o XR1 ajudará a criar uma nova era de dispositivos de realidade estendida de ponta e de alta qualidade para os consumidores”, crava o vice-presidente sênior e diretor-geral da Divisão de Negócios Mobile da Qualcomm.

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Brasil teve 119 mil menos nascimentos entre 2015 e 2016, período de maior circulação do zika


Adiamento da gravidez e abortos podem explicar queda, analisa levantamento publicado no 'PNAS'. Maior diminuição ocorreu a partir de abril de 2016.  Vírus da zika foi identificado como associado às más-formações no final de 2015. Divulgação da relação pode ter tido impacto nos nascimentos AP Photo/Felipe Dana A chegada do vírus da zika entre 2015 e 2016 pode ter puxado o número de nascimentos para baixo no Brasil: nesse período, o país teve 119.095 nascimentos a menos que o esperado, diz estudo publicado no "Proceedings of the National Academy of Sciences" (PNAS). Pesquisadores analisaram banco de dados brasileiros a partir de setembro de 2015 -- segundo a análise, a queda começou a ficar mais acentuada a partir de abril de 2016 (com uma diminuição de 0,05). A pesquisa teve como primeiro autora Marcia Castro, da Universidade de Harvard, com a participação de Lucas Carvalho (Universidade Federal de Minas Gerais), Cesar Victora (Universidade Federal de Pelotas), Giovanny França (Ministério da Saúde no Brasil) e Qiuyi Han (Harvard). Apesar do estudo não ter estudado especificamente a influência do zika, pesquisadores acreditam que a epidemia por zika e sua divulgação influenciaram a queda nos nascimentos -- principalmente no que tange às más-formações de fetos e crianças. Uma maior divulgação da epidemia pode terr contribuído tanto para um adiamento na gravidez, quanto na maior probabilidade no número de abortos, argumentam os cientistas. "Argumentamos que o adiamento da gravidez e um aumento nos abortos podem ter contribuído para o declínio dos nascimentos", concluem os autores no estudo. "Também é provável que tenha ocorrido um aumento nos abortos seguros, ainda que seletivos por status socioeconômico", disseram. O achado da pesquisa é corroborado por outras: um levantamento brasileiro entre 30 de março e 3 de junho de 2013 mostrou 18% mais mulheres passaram a utilizar contraceptivos. No entanto, a crise econômica, um outro fator que conhecidamente afeta a decisão de ter filhos, pode ser elencada também como uma das razões para a queda dos nascimentos, diz o estudo. Aborto e desigualdades regionais no número de casos Para estimar a quantidade de abortos no período, pesquisadores contabilizaram o número de hospitalizações que podem ter ocorrido por tentativas de interrupção da gravidez. Com a análise, a pesquisa concluiiu que a hospitalização por aborto foi menor que a esperada -- o que implica numa maior ocorrência de abortos seguros, posto que essas mulheres não precisariam procurar o hospital. Para os autores, o dado mostra a possibilidade de um maior número de abortos em regiões de maior renda, fator que pode ter influenciado para uma desigualdade regional da microcefalia -- com um maior número sendo registrado na região Nordeste, por exemplo. "A epidemia do zika resultou em uma geração de bebês com síndrome do zika congênita (CZS) que refletem e exacerbam as desigualdades regionais e sociais", escreveram os autores.

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Microsoft passa Alphabet e vira a terceira empresa mais valiosa do mundo




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OnePlus não terá aparelhos intermediários ao menos até 2021, garante CEO

Em entrevista, Pete Lau garante que o foco da empresa continuará sendo o de vender apenas hardwares potentes nos próximos

A OnePlus apresentou recentemente ao mundo o seu mais recente aparelho, o OnePlus 6, um dispositivo de ponta que se coloca entre os principais lançamentos do ano no universo mobile, mesmo sem ser comercializado globalmente. A pergunta que fica, então, é se a fabricante planeja lançar uma versão intermediária do dispositivo.

Para não deixar qualquer dúvida, o presidente e cofundador da companhia Pete Lau garantiu que isso não deve acontecer pelo menos até 2021. Em entrevista ao site Gadgets 360, ele falou que o foco da companhia permanecerá sendo os hardwares mais potentes.

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TVs QLED 2018 da Samsung chegam ao Brasil; telas podem ficar sempre ligadas

São quatro novas linhas com tamanhos e recursos distintos

A Samsung apresentou nesta terça-feira (29) a sua nova linha de TVs QLED 2018 para o mercado brasileiro. Os aparelhos são os mesmos que a marca mostrou ao mundo durante um evento em Nova York em março deste ano. Dessa forma, o novo recurso mais interessante dessas TVs é o que a fabricante chama de “Modo Ambiente”.

Essa novidade basicamente transforma a TV em um item de decoração ativo e personalizável na casa do usuário. Isso porque a tela pode permanecer sempre ligada, exibindo imagens estáticas ou em movimento. Ainda assim, a Samsung afirma que as TVs consomem muito pouca energia nesse modo. Elas gastam mais ou memos a mesma energia consumida por um decoder de TV por assinatura", explicou Érico Traldi, um dos responsáveis pela divisão de TVs da Samsung no Brasil.

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Controle do aquecimento global pode ajudar a diminuir casos de dengue na América Latina, diz estudo


Pesquisadores acreditam que limitar o aquecimento global a 1,5º C evitaria cerca de 3,3 milhões de casos da doença por ano. Brasil seria maior beneficiado. Aedes aegypti é o mosquito transmissor da dengue SES-RS/Divulgação O controle do aquecimento global pode colaborar para a diminuição da dengue na América Latina, de acordo com estudo divulgado nesta terça-feira (25) na publicação científica "Proceedings of the National Academy of Sciences". Os pesquisadores da Universidade de East Anglia, no Reino Unido concluíram que uma redução da temperatura global para 1,5 º C poderia evitar cerca de 3,3 milhões de casos de dengue por ano na América Latina e no Caribe. A diminuição também evitaria o avanço da doença em áreas onde o nível de incidência ainda é baixo. Um aumento para 3,7º C na temperatura global poderia causar um aumento de 7,5 milhões de casos por ano no mundo. A dengue é um doença tropical causada por um vírus e transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. Pode causar febre, dor de cabeça e vômitos. Como o mosquito se reproduz em ambientes de calor e umidade, a dengue é mais comum em regiões com este clima. Brasil seria maior beneficiado De acordo com o estudo, feito também em parceria com a Universidade do Estado do Mato Grosso, o Brasil seria o maior beneficiado com a limitação do aumento da temperatura. O país evitaria 500 mil casos de dengue por ano até 2050 e 1,4 milhões de casos por ano até 2100. Em 2018, o Brasil já registrou 40 mortes por dengue. Os dados são os últimos disponibilizados pelo Ministério da Saúde e se referem ao período de 31 de dezembro de 2017 a 21de abril de 2018. Aquecimento global: controle de temperaturas pode ajudar a combater avanço da dengue Pixabay Acordo de Paris O acordo, assinado em dezembro de 2015 durante a cúpula da ONU sobre mudanças climáticas, COP 21, prevê que os países devem trabalhar para que o aquecimento global fique muito abaixo de 2ºC, buscando limitá-lo a 1,5ºC em relação aos níveis pré-industriais. O acordo internacional foi o primeiro da história em que os 195 países da ONU se comprometem a reduzir suas emissões, mas em junho de 2017 o presidente americano Donald Trump anunciou que os EUA estavam deixando o acordo. O que é aquecimento global? O acordo pedia ao Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas que fizesse um estudo, nos próximos dois anos, para identificar mais claramente qual seria o impacto no planeta de um aumento de temperatura de 1,5 °C - em relação à era pré-industrial - e quanto de poluição precisa ser cortado para atingir esse objetivo. O estudo sobre a dengue feito pela Universidade de East Anglia mostra um dos benefícios desta redução proposta em 2015. "Existe uma crescente preocupação sobre o impacto das mudanças climáticas na saúde das pessoas. Sabe-se que limitar o aquecimento global em 1,5º C beneficiaria a saúde humana, o impacto desses benefícios continuam- em sua maioria- desconhecidos", disse o líder da pesquisa Dr. Felipe Colón-González. "Este é o primeiro estudo que mostra que a redução do aquecimento de 2º C para 1,5º C teria benefícios consideráveis para a saúde".

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Hackers dizem ter roubado dados de 90 mil clientes de bancos canadenses




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Astronauta fala sobre as complicações de usar o banheiro no espaço

Em entrevista, a astronauta da NASA Peggy Whitson contou sobre a sua experiência na Estação Espacial Internacional

Ir ao banheiro para urinar ou fazer cocô é algo simples e corriqueiro na vida de quase todo mundo (“quase” porque, afinal de contas, muita gente ainda vive sem saneamento básico em pleno século 21). Entretanto, quando se é um astronauta e se tem o privilégio de passar um tempo flutuando sobre o planeta Terra na Estação Espacial Internacional (EEI), isso se torna quase um martírio.

Como você já deve saber, a força gravitacional lá é diferente daquela experimentada em nosso planeta, portanto, as coisas tendem a flutuar em vez de simplesmente serem atraídas “para baixo”. Diante dessa breve contextualização, é possível supor porque se torna mais complicado usar o banheiro nesse ambiente. Em entrevista ao Business Insider, a astronauta na NASA Peggy Whitson falou sobre o tema.

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