Xbox: confira quais são os jogos grátis de abril na Live Gold

Tem Dead Space 2 pra quem assina Live Gold em abril? Tem. Tem Assassin's Creed Syndicate? Tem. Olha só que lista quente pra você baixar em abril!

A Microsoft divulgou os jogos que serão concedidos a assinantes da Xbox Live Gold no mês de abril de 2018 e a lista tá ó: pura crocância! Seguindo a tradição de todos os meses, quatro jogos serão disponibilizados para os membros premium do serviço baixarem, sendo dois de Xbox One e outros dois de Xbox 360, todos jogáveis no atual console graças à retrocompatibilidade.

Olha só que lista quente:

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PlayStation: confira quais são os jogos grátis de abril na PS Plus

A seleção da Sony para o próximo mês traz uma bela mistura entre jogos Triplo A e produções independentes

No mesmo dia em que a Microsoft divulgou a seleção Games With Gold de abril, a Sony divulgou os jogos que vão fazer parte do sistema Plus no próximo mês. Entre os destaques estão Mad MaxTrackmania Turbo para o PlayStation 4, além do jogo brasileiro 99 Vidas que chega para o PlayStation Vita.

A seleção ainda traz In Space we Brawl e Toy Home para o PlayStation 3, bem como Q*Bert Rebooted, para o Vita. A previsão é que os jogos sejam disponibilizados para os assinantes do sistema a partir da próxima terça-feira (3), data em que Bloodborne e Ratchet & Clank vão deixar de ser oferecidos gratuitamente.

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'A gente não quer ser mais visto como doente': a vida de quem é alvo de gordofobia


Pessoas gordas precisam lidar com comentários preconceituosos e a falta de acessibilidade no seu dia a dia, uma discriminação que gera traumas e não é considerada crime. YouTuber criou um canal em que relata preconceitos com gordos Arquivo Pessoal O cinto de segurança da jornalista e youtuber, Alexandra Gurgel, de 28 anos, não fechou durante sua última viagem aérea. O episódio, que aconteceu em setembro, tornou-se rotina. No entanto, desta vez a companhia aérea informou que não havia extensor para adaptar o item de segurança e ela teve de fazer o trajeto de São Paulo a Salvador sem cinto. "É uma situação constrangedora. Foi péssimo, me senti desprotegida e diferente dos demais. Conheço pessoas gordas que evitam viajar de avião só para não passar por isso", comenta a youtuber. Nas viagens aéreas, Alexandra sempre recorre a cadeiras maiores, para que possa se sentir confortável. "Eu sou alta, tenho 1,74m, e possuo 127 centímetros de quadril, então quando posso, compro o assento mais espaçoso, mas ainda assim preciso do extensor." A dificuldade durante o voo é apenas um exemplo das tantas adversidades encontradas por Alexandra ao longo de sua vida, em razão do sobrepeso que a acompanha desde a infância. A jornalista demorou décadas até aprender a lidar com o fato de ser uma pessoa gorda. No caminho da auto-aceitação, chegou a fazer uma lipoaspiração em diversas partes do corpo e tentou o suicídio. Os empecilhos enfrentados por pessoas gordas estão em todos os lugares. Seja na hora de comprar roupa, escolher lugar para sentar ou ao passar em uma catraca, as dificuldades mostram que nem tudo é inclusivo. Além disso, há ainda os diversos comentários ofensivos e as piadas preconceituosas e as observações maldosas disfarçadas de preocupação. Isso tudo recebeu o nome de gordofobia. O termo recente é utilizado para definir o preconceito enfrentado por quem tem sobrepeso. Apesar de ter ganhado uma definição, os atos não são considerados crimes. O problema não é recente. Olhares tortos para pessoas gordas já eram comuns na Idade Média, quando a igreja passou a considerar a gula como um dos sete pecados capitais. "O cristianismo fez com que tudo fosse muito ponderado, inclusive o corpo. Então a pessoa não poderia ser muito gorda, porque isso seria um pecado. Além disso, a comida era extremamente escassa na Europa, durante os períodos frios. Não havia alimentação para todos e não era interessante que as pessoas fossem gordas", explica a historiadora Débora Casanova. "Na Idade Média, havia a necessidade de a igreja ser responsabilizada pela fome. Para justificar que a pessoa não poderia comer muito e acabar deixando o outro sem nada, acabou que a gula se tornou pecado", acrescenta. A gordofobia chama a atenção em um país cuja população está cada vez mais acima do peso. Conforme levantamento divulgado pelo Ministério da Saúde neste ano - por meio de análise da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) -, a população obesa no País passou de 11,8% em 2006 para 18,9% em 2016. A mesma pesquisa apontou que o excesso de peso também aumentou nos últimos 10 anos. Em 2006, o número era correspondente a 42,6% dos entrevistados. O índice subiu para 53,8% no ano passado. Os levantamentos são feitos com base no Índice de Massa Corporal (IMC) da população. A discriminação Os comentários maldosos e a sensação de ser diferente acompanharam Alexandra Gurgel desde a infância. "Eu sou gorda desde sempre. Quando criança, tentei muitas dietas, mas nada dava certo, porque era tudo muito restritivo", relembra. Na adolescência, o sobrepeso começou a incomodar ainda mais a youtuber. "Eu era a única pessoa gorda na minha família e entre os meus amigos. Os meus parentes costumavam dizer que eu não era normal e que poderia ter um infarto e morrer a qualquer momento." As críticas vindas da própria família também eram ouvidas pela universitária Isabela Venâncio, de 23 anos. "Eu comecei a engordar na infância e isso preocupou a minha mãe. Hoje temos uma relação melhor, mas ela sempre repetia: 'se você emagrecer vai ser melhor e vai ficar mais bonita'", conta. A jovem também lidava com comentários maldosos na escola. "Na pré-adolescência, os meninos me xingavam e as meninas não andavam comigo. Certa vez, um menino me falou uma coisa muito pesada e eu comecei a chorar na sala. Eu não lembro o que ele falou, parece que meu cérebro deletou." Image caption Professora conta ter sofrido discriminação desde criança por ser negra e gorda Arquivo pessoal A professora Laine Souza, de 35 anos, lida com o preconceito de diversas formas desde a infância. "Eu era uma criança que sofria por ser negra e gorda. A minha família teve boas condições e eu estudava em bons colégios. Em algumas épocas, era a única negra e gorda da escola. As pessoas me viam diferente por isso." Para evitar que os comentários ofensivos o afetassem, o publicitário e youtuber Bernardo Boechat, de 27 anos, passou a criar uma espécie de autoproteção. "Aprendi a lidar com isso cedo, porque sempre fui xingado na escola e sofria humilhações por ser gordo. Não havia nenhuma proteção na escola, viam isso acontecer e não faziam nada. Então, eu tive que criar uma 'casca' para que essas coisas não me afetassem tanto", diz. O perfil mais combativo é adotado por algumas pessoas que são alvos de gordofobia, como no caso da empresária Allyne Turano, de 31 anos. Ela engordou durante a adolescência e passou a ser alvo de piadas. "Eu comecei a perceber os xingamentos e sempre os respondia. Nunca deixei as pessoas me diminuírem", pontua. Para ela, qualquer tipo de comentário sobre o peso é uma espécie de invasão. "A pessoa quando engorda, parece que vira de domínio público e todo mundo tem o direito de falar o que quiser, com a desculpa de que é uma ajuda. Na verdade, é porque o gordo incomoda." A psicóloga Iolete Silva explica que a gordofobia traz consequências como constrangimento e dificuldade de socialização. "As pessoas se sentem inadequadas, como se houvesse algo errado com elas. É como se elas não fossem boas o suficiente para estar com os outros e para receber afeto", conta. Ela detalha que a psicologia pode ter papel fundamental para auxiliar quem enfrenta tais situações. "A gente tenta mostrar que a pessoa que exprime esse preconceito é quem está errada e não quem é o alvo." "É fundamental que as pessoas que passam por situações assim possam expressar seus sofrimentos, para que possam ser acolhidas o quanto antes. Muitas vezes elas escondem esse sentimento e isso é ainda mais prejudicial", acrescenta Iolete. Dificuldades do cotidiano Os comentários relacionados ao peso não incomodam mais o publicitário Bernardo Boechat, que afirma que sua maior preocupação atual é com a acessibilidade. "A primeira coisa que precisamos fazer é olhar em volta, para ver se cabemos no mundo. Sempre analiso, antes de sair, preciso avaliar se as cadeiras vão suportar meu peso. Em avião e ônibus, sempre pesquiso se a cadeira vai me aguentar, por isso cheguei a ficar quatro anos sem viajar", conta. "Não interessa o quanto eu me ame e me aceite, a sociedade continua sendo contra mim. Não é porque eu me amo que vou conseguir passar em uma catraca de ônibus, que vou conseguir assento no avião ou que vou encontrar roupa com facilidade. Não adianta eu me achar lindo e maravilhoso, porque a estrutura gordofóbica vai dizer que não faço parte daquilo ali", completa Boechat. O episódio da falta de extensor no cinto de segurança é apenas uma das situações que Alexandra Gurgel cita sobre casos de inacessibilidade. Ela se recorda de diversos problemas enfrentados por pessoas próximas. "Eu fui com um amigo ao teatro, para assistir a um show, e não havia cadeira para ele sentar. Ele ficou desconfortável na ponta da cadeira, a gente assistiu cinco músicas e foi embora. Eu também tenho uma amiga que está grávida e não tem onde ter o filho, porque a maca não suporta o tamanho dela." "É muito mais fácil emagrecer e se encaixar a um padrão, para não passar por esse tipo de problema, do que mudar a sociedade. Muita gente não se pergunta o porquê de as pessoas gordas não terem os mesmos direitos que as outras", assevera. A dificuldade para comprar roupas é relato constante entre as pessoas que vivem acima do peso. A universitária Isabela Venâncio conta que sempre sofria em busca de alguma peça que lhe coubesse. "As lojas oferecem até determinado número. Em muitas não há roupa no meu tamanho, já enfrentei isso várias vezes. Hoje em dia existem lojas que nem perco meu tempo entrando, porque sei que vou passar raiva e ficar triste", relata. Hoje, ela compra a maioria das roupas em lojas plus size. Publicitário diz já ter ficado quatro anos sem viajar porque poltronas de avião e ônibus não eram adequadas Caio Cal Bernardo Boechat acredita que o mercado plus size é fundamental para a inserção da pessoa gorda na sociedade. "Não é raro a gente ver as pessoas vestindo roupas e chorando, porque imaginaram que nunca conseguiriam isso. É como se elas percebessem que também têm esse direito", diz. O publicitário revela que há um ano se emocionou ao colocar, pela primeira vez, uma camiseta. "Parece bobo, porque quase ninguém passa por isso, mas pra mim foi muito importante", relata. Os contratempos para encontrar roupas também fizeram parte da rotina da empresária Allyne Turano. Em uma das vezes, ela buscava uma lingerie para comemorar os oito anos de casamento, porém não encontrou nenhuma do seu tamanho. "Acho que as pessoas pensam que gordas só devem usar roupas largas e se esconder", diz. Diante da dificuldade, decidiu criar uma loja virtual especializada em lingeries para mulheres com sobrepeso. "A minha marca existe há três anos de modo online e há um mês criei um espaço físico. O meu intuito é mostrar para outras meninas que gorda também pode ser sensual." Emagrecimento O histórico de diversas tentativas de emagrecimento faz parte das vidas das pessoas gordas. "Eu brinco que se uma pessoa quer saber sobre uma dieta, pode conversar com uma pessoa gorda. Eu já fiz muitas dietas restritivas, nas quais ficava até quatro dias sem comer. Já tomei remédios e perdi mais de 50 quilos, mas nada disso era saudável", diz Bernardo Boechat. Para conseguir emagrecer, a professora Laine Souza decidiu procurar o primeiro emprego, aos 19 anos. "Consegui trabalhar como recepcionista e com o meu primeiro salário comprei remédios para emagrecer", se recorda. Ela perdeu 12 quilos em um mês, porém começou a ter diversos problemas de saúde. "Eu comecei a ter distúrbios, por conta dos medicamentos. Eu ouvia coisas que não existiam, passava muito mal, mas não falava nada disso para ninguém. Eu pensava: 'estou sofrendo, mas ao menos estou magra'", diz. Na adolescência, Alexandra Gurgel desenvolveu depressão. "Você têm doenças paralelas por conta dessa pressão estética. Eu sofri com crises de ansiedade", diz. Aos 19 anos, ela fez uma dieta com a qual conseguiu emagrecer 15 quilos em duas semanas. "Era uma coisa muito louca, eu apenas bebia água e não comia nada, mas logo desisti disso e recuperei todo o peso." Em 2012, ela ganhou um presente da mãe: uma lipoaspiração em diversas partes do corpo. "Hoje, acredito que esse procedimento seja uma agressão ao corpo. Antes dele, eu tinha 90 quilos e depois fui para 80. O médico tirou nove litros de gordura. Isso é muito mais que o permitido", comenta. Após a cirurgia, a depressão da jornalista se intensificou. "Eu voltei a engordar tudo de novo e isso me deixou muito mal." Durante esse período, Alexandra enfrentou o episódio que considera dos mais difíceis de sua vida. "Eu não aceitei que estava engordando novamente e comecei a me culpar muito. Por isso, tentei me matar tomando todos os tipos de remédios possíveis", relata. Ela foi socorrida a tempo e se recuperou meses depois. Para a nutricionista Marcela Kotait, especialista em transtorno alimentar e obesidade, situações de gordofobia fazem com que a pessoa se sinta obrigada a emagrecer. "O padrão de beleza é de extrema magreza. Enquanto um perfil é valorizado demais pela magreza, o outro é rechaçado pela gordura", comenta. Marcela explica que a saúde vai além do peso corporal. "As pessoas com excesso de peso e obesidade sofrem com um estigma muito grande. Existe a crença de que alguém acima do peso é doente. Isso não é verdade", argumenta. "Uma pessoa obesa que faz atividade física e se alimenta de maneira adequada, pode ter os exames laboratoriais estáveis. Ela pode estar bem e saudável. Não necessariamente esse peso vai ser um fator de risco isolado", completa. Segundo a nutricionista, uma pessoa gorda deve ter os mesmos cuidados que alguém magro. "As pessoas devem se alimentar de modo equilibrado, não pode fazer restrições de grupos alimentares nem dietas malucas. A gente sabe que 95% das pessoas que fazem esse tipo de dieta vão ganhar novamente o peso. Isso aumenta a culpa, a sensação de fracasso e colabora com a pecha de que todo gordo é preguiçoso." A especialista ainda relata que o Índice de Massa Corporal não é um método confiável para definir se alguém possui sobrepeso. "O IMC vai avaliar simplesmente o peso pela altura, multiplicado ao quadrado. Se a pessoa for muito forte, vai pesar muito. Ele não consegue caracterizar a composição corporal. Uma das metodologias mais adequadas é a variação da composição corporal, percentual de gordura ou percentual de massa magra." Problemas de saúde Para as pessoas gordas, a ligação entre obesidade e doença é um dos estigmas que mais causam preocupação. "A nossa luta é para que a obesidade seja retirada da categoria de doenças. O corpo gordo, em si, não causa doença nenhuma. O que pode causar problemas são as várias doenças que podem ser associadas", justifica Bernardo Boechat. "A gente quer deixar de ser visto como pessoa doente. Queremos que nos enxerguem como seres humanos. É importante também que haja uma medicina que nos abrace, para que possamos ser a versão mais saudável de nós mesmos", complementa. Allyne Turano afirma que as diversas críticas relacionadas à saúde costumam incomodá-la. "Usam sempre essa questão como desculpa. Dizem que devemos emagrecer por questões de saúde, mas ninguém pergunta se você está realmente doente", comenta. Segundo ela, o estereótipo que relaciona a pessoa acima do peso a doenças dificulta diagnósticos de médicos. "A gente acaba não se consultando com frequência por medo de receber ataques, em vez de medicação. Certa vez fui ao endocrinologista para fazer procedimentos de rotina e saí de lá com exames para uma cirurgia bariátrica, mesmo sem ter pedido", relembra. A dificuldade para receber um diagnóstico foi vivenciada pelo bacharel em Direito João Vitor Dias, de 33 anos. O rapaz acredita que demorou nove anos para descobrir que possuía problemas nos rins, pois os médicos acreditavam que suas mazelas se restringiam ao sobrepeso. "Durante anos, meu principal diagnóstico foi a obesidade, só em 2015 descobri que sofro de insuficiência renal crônica." Atualmente, Dias faz tratamento de hemodiálise e perdeu 42 quilos em razão dos procedimentos médicos. Em paz com o peso De diversas formas, as pessoas gordas tentam buscar meios para lidar da melhor maneira com o peso. Laine Souza mudou a visão que possuía de si mesma após ouvir uma aluna lamentar o sobrepeso. "Ela tinha os mesmos problemas que eu quando mais jovem. Então, decidi que poderia lidar melhor com isso e ajudar diversas pessoas, principalmente adolescentes, que passam por essa pressão estética de um modo muito grande." Ela conta que sofre mais preconceito por ser negra do que gorda. "Acho que por eu me aceitar como gorda, e como negra também, as pessoas não chegam tanto para falar comigo sobre o meu peso. Mas em relação à raça, eu vejo nos lugares. Diversas vezes já estive em lojas e os seguranças ficaram de olho em mim", comenta. Mesmo com as adversidades, Laine tenta não se abater. "Estou em uma fase da vida em que as pessoas podem falar o que quiser, pois vou continuar fazendo o que tenho vontade." Uma das sensações mais libertadoras para Allyne Turano aconteceu há dois anos, em uma praia. "Eu nunca tive grandes problemas com meu peso, mas mesmo assim tinha meus receios. Um dia, fui de maiô para a praia, por conforto e também porque me boicotei para não ir de biquíni. Mas eu peguei sol, fiquei com a barriga branca e odiei. Depois disso, coloquei o biquíni. Foi uma experiência incrível", rememora. O biquíni também foi um dos meios de libertação de Alexandra Gurgel. "As pessoas me olhavam, mas eu não me importava. São várias amarras que existem na cabeça da pessoa gorda, mas hoje vou para a praia de biquíni, sem paranoias", explica. Além da roupa de banho, ela também conta que começou a fazer terapia, logo após se recuperar da tentativa de suicídio, e passou a estudar sobre minorias. "Eu digo que uma das minhas maiores ajudas para me recuperar de tudo isso foi descobrir sobre o feminismo, porque ele me ensinou que eu não sou obrigada a nada e posso ser da forma que quiser. Entendi a gordofobia e peguei essa causa para mim", diz. Desde 2015, ela possui um canal no qual fala sobre situações relacionadas a pessoas gordas. "Eu costumo dizer que a câmera é a minha terapeuta", conta Alexandra, que costuma ignorar as críticas ofensivas que recebe em sua página. "Não vale a pena me importar com isso, porque descobri que são pessoas frustradas." Bernardo Boechat também encontrou na produção de conteúdo para a internet uma alternativa para ajudar outras pessoas. Um dos vídeos dele, no qual explica sobre gordofobia, possui mais de 1,5 milhão de visualizações no Facebook. "Costumo receber muitas mensagens de pessoas que me dizem que não sabiam que poderiam reclamar de determinado fato. Elas percebem que não são os únicos que passam por isso. Os gordos normalmente se sentem muito sozinhos." Assumidamente homossexual, o rapaz conta que sempre sofre mais preconceito em razão do peso. "O movimento LGBT está muito avançado, há diversos debates sobre o assunto, então é mais esclarecido. Porém, o movimento gordo ainda está ganhando visibilidade, porque antes não havia isso", comenta. Ele torce para que a causa das pessoas acima do peso passe a ganhar mais visibilidade. "A gente quer uma sociedade inclusiva, aberta a todos, independente de a pessoa ser gorda ou não."

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A incrível jornada de uma câmera fotográfica perdida no mar


Crianças de uma escola encontraram em uma praia a câmera em pleno funcionamento - carregada e com fotos intactas. Uma pedra? Não, uma câmera encontrada após dois anos perdida no fundo do mar Arquivo pessoal/Park Lee Em uma extraordinária história de sorte e coincidência, uma câmera perdida no mar por mais de dois anos foi encontrada e será devolvida à sua dona. Ela apareceu em uma praia de Taiwan, coberta por crustáceos e quase irreconhecível - mas, graças a uma capa protetora à prova d'água, o objeto está funcionando perfeitamente. A câmera foi encontrada por um grupo de crianças de uma escola e seu professor, que decidiram se unir para encontrar o dono do item por meio do Facebook. Em um dia apenas, a turma atingiu o objetivo. "Eu não conseguia acreditar", disse à BBC Serina Tsubakihara, proprietária da câmera. "Eu fiquei muito surpresa quando meus amigos me falaram sobre isso e me enviaram a postagem com as fotos". A universitária japonesa estava de férias na ilha de Ishigaki, no Japão, a cerca de 250 km a leste de Taiwan, quando deixou a câmera cair. "Eu estava praticando mergulho e perdi a câmera quando um amigo meu ficou sem ar e precisou da minha ajuda". Câmera ainda trazia fotos tiradas antes de desaparecer no mar ARQUIVO PESSOAL/SERINA TSUBAKIHARA Odisseia abaixo d'água Isso aconteceu em setembro de 2015 e, para Tsubakihara, ela nunca teria o item de volta. Mas, protegida por uma capa agora comprovadamente poderosa, a câmera fez sua própria viagem. Sua jornada percorreu centenas de quilômetros, tendo fim em uma praia em Taiwan. Ali, foi encontrada pelos estudantes, que participavam de uma atividade de limpeza da praia. "Um menino de 11 anos encontrou a câmera", disse o professor Park Lee à BBC. A caixa protetora da câmera mais parecia com uma pedra. Universitária perdeu sua câmera em 2015 na ilha de Ishigaki, no Japão ARQUIVO PESSOAL/SERINA TSUBAKIHARA "Pensávamos que ela estava quebrada, mas, por acaso, um pedaço de crustáceo caiu e acabou revelando um botão para abrir a caixa". Nenhuma gota de água entrou na câmera. "Mais incrível ainda, o menino apertou o botão para ligar e a câmera ainda estava carregada!". De volta à escola, Lee e seus alunos debateram o que fazer com o item. "Algumas crianças acharam que tínhamos o direito de ficar com a câmera. Outros sugeriram que deveríamos buscar pelo dono. Todos nos sentamos para pensar sobre isso". A caixa protetora da câmera certamente cumpriu sua função ARQUIVO PESSOAL/ PARK LEE Lee conta que, inicialmente, teve dúvidas sobre olhar e postar as fotos que estavam na câmera, mas esta pareceu a única alternativa para facilitar a localização do proprietário. Uma vez que algumas fotos haviam sido tiradas no Japão, a turma imaginou que o dono da câmera pudesse ser de lá. Assim, eles postaram, na rede social, mensagens em chinês e japonês. Em menos de um dia, a postagem foi compartilhada mais de 10 mil vezes, chegando finalmente a Tsubakihara. Câmera perdida viajou centenas de quilômetros até chegar a Taiwan ARQUIVO PESSOAL/SERINA TSUBAKIHARA "Eu sou tão sortuda e feliz de ter essa oportunidade miraculosa de sentir a gentileza das pessoas na minha vida", comemora a universitária. "Essas fotos me lembram de memórias antigas, me transportando a elas". A japonesa contou à BBC que agora pretende viajar para Taiwan em junho para agradecer ao professor e seus alunos, buscando também a sua câmera viajante.

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 'Se não posso deixar de ter essa doença, quero um final digno', diz médica que planeja suicídio assistido


Portadora de doença autoimune que afeta músculos e articulações, oftalmologista de Cuiabá já foi internada 34 vezes na UTI; plano de viajar para clínica de morte assistida na Suíça foi suspenso após e-mail de especialista.  Antes de começar a ter crises por conta da doença autoimune, Letícia Franco trabalhava como oftalmologista em Cuiabá Arquivo Pessoal Logo que atende a chamada telefônica por vídeo, Letícia Franco, de 36 anos, se desculpa por estar desarrumada. Ajeita-se rapidamente na cama, vestida de camiseta e calça legging, e aponta o pescoço para a repórter. "Tá vendo aqui essa cicatriz feia? É do respirador que eu usei ano passado", diz à BBC Brasil sobre a traqueostomia pela qual passou. O procedimento consiste em fazer um orifício na traqueia para colocar um tubo que ajuda o ar a chegar aos pulmões. A médica de Cuiabá retornava de mais uma de incontáveis internações em hospitais que acumula desde 2010 - só na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) foram 34 vezes. O grande sofrimento causado por uma doença crônica degenerativa fez com que ela postasse, dias antes da conversa com a BBC Brasil, uma espécie de despedida nas redes sociais: "Em 16 dias estarei longe, na Suíça, fazendo o que me deixará livre da dor e do medo. Acho que amanhã ou depois desligo esse facebook [...] (sic) Toda minha família deixo meu mais sincero amor", postou no dia 1º de março. A viagem à Suíça citada na mensagem apontava para o plano de suicídio assistido em uma conhecida clínica que oferece esse serviço para pacientes terminais que desejam por um fim a sua vida, prática que é legal naquele país, ao contrário do que acontece no Brasil. O recado no Facebook comoveu várias pessoas e chegou ao portal cuiabano O Livre. Sua posterior repercussão a fez apagar a mensagem logo depois. A decisão de colocar fim à vida, segundo a oftalmologista, foi extremamente difícil e envolveu questões religiosas. No momento, Franco afirma ter suspendido o plano - a possibilidade de poder ter seu caso estudado e ajudar outras pessoas que tenham a mesma doença a motivou a postergar o fim. Há oito anos, Letícia foi primeiramente diagnosticada como portadora de uma doença autoimune chamada dermatopolimiosite. Doenças autoimunes são aquelas em que o organismo passa a atacar células saudáveis do próprio corpo. No caso da dermatopoliomiosite, o principal efeito é sobre os músculos e a pele. Mas pela complexidade de seu quadro, ela recebeu, mais tarde, outro diagnóstico: de ter uma rara síndrome ligada ao uso de prótese de silicone. Em sua primeira internação, quando seus membros ficaram paralisados e ela mal conseguia abrir os olhos, conta ter passado três meses no hospital. "Nunca tinha ouvido falar nessa doença, não lembro de ter estudado isso na faculdade. Ali eu soube que meus músculos estavam morrendo. Eu corria, participava de competições, malhava muito. Tenho 1,73 m e cheguei no hospital pesando 78 kg, a maior parte de músculo. Quando eu tive alta estava pesando 43 kg." O primeiro diagnóstico veio quando ela estava de casamento marcado. A perspectiva de ter crises ainda piores, fez com que seu então noivo terminasse o relacionamento, segundo ela. "Eu estava horrorosa, ele não quis mais saber. Como ele era médico também, sabia que ia ser difícil e falou pra eu ficar sendo cuidada pelos meus pais." Franco passou a ter crises da doença a cada quatro meses - e manifestou sintomas de outras enfermidades, como lúpus e esclerodermia. Em decorrência da alta carga de cortisona tomada, relata ter desenvolvido osteoporose e passado a sofrer fraturas a cada vez que caía ou batia em algum lugar - quebrou queixo, braço e perna. Hoje, Franco se locomove em cadeira de rodas e afirma que a dor que sente é tanta que precisa tomar morfina de quatro em quatro horas - algumas vezes em que a BBC Brasil tentou contato com a médica, ouviu de sua enfermeira que ela estava dormindo após ter ingerido essa medicação. A médica em uma das suas internações - só de UTI foram 34 Arquivo pessoal Síndrome Asia Há três anos, o quadro de Franco piorou. Além das dores nas articulações e músculos, e as constantes paralisias, começou a ter paradas respiratórias e outros sintomas inesperados para a doença que supunha ter. Foi então que um médico do Hospital das Clínicas de São Paulo a diagnosticou como portadora de uma nova síndrome, chamada Asia (sigla em inglês para síndrome autoimune/autoinflamatória induzida por adjuvantes), que ainda está sendo estudada e sequer foi definitivamente reconhecida no mundo científico. Os adjuvantes são elementos externos que basicamente estimulam os anticorpos de quem é geneticamente propenso a ter doenças autoimunes a atacar o próprio organismo. Até agora, entre as substâncias estranhas ao corpo humano identificadas como tendo efeito adjuvante estão implantes de silicone e alguns tipos de vacina. No caso de Franco, ela e o reumatologista que a atendeu no Hospital das Clínicas, em São Paulo, acreditam que a prótese de silicone colocada pela primeira vez aos 18 anos, e que se rompeu anos depois, teria sido a responsável para que ela desenvolvesse a doença. Contatado pela reportagem, o médico não quis dar entrevista. Os sintomas da síndrome, segundo os estudos, se assemelham muito aos de algumas doenças autoimunes, como a dermatopolimiosite, com a qual Franco foi inicialmente diagnosticada. Os mais comuns relatados são dores e inflamações dos músculos e nas articulações, fadiga crônica, comprometimento cognitivo, perda de memória e manifestações neurológicas associadas à desmielinização (quando há algum tipo de perda ou danificação da bainha de mielina dos nervos, como na esclerose múltipla). "O médico então me disse que essa doença também não tinha cura [como a dermatopolimiosite], que eu ia continuar tendo crises e podia tentar tratamentos paliativos", lembra Franco. "Aí eu falei: doutor, e agora? O que vai ser de mim? Eu sabia que ia piorar mais...E eu não queria isso." Franco era corredora antes de adoecer; hoje ela se locomove em cadeira de rodas Foto: Arquivo pessoal Arquivo pessoal Quero partir Foi no ano passado, quando foi internada e fez a traqueostomia para poder respirar, que começou a pensar no suicídio assistido. Como médica, ela sempre defendeu que pacientes de doenças incuráveis ou com morte cerebral pudessem ter essa opção. "Eu não quero morrer cheia de tubos, ter uma morte sofrida, horrível como eu sei que é. Se fosse só eu que sofresse, tudo bem. Mas é a família inteira que sofre. A coisa mais difícil é olhar para o olho da mãe e do pai e ver a tristeza enorme que eles têm por você estar com dor, ver eles sem esperança de que você vá melhorar, esperando por um milagre", diz ela, cujos pais também são médicos. "Quantas vezes minha mãe pegou na mão e disse 'Descansa, que vai ficar tudo bem.' E eu via aquele olhar cheio de lágrimas. Isso pra mim dói mais que a doença, eu tô matando meus pais com tudo isso. Por isso pensei: se eu não posso voltar atrás e não ter essa doença, o que posso tentar é um final melhor, com dignidade." A coisa mais difícil é olhar para o olho da mãe e do pai e ver a tristeza enorme que eles têm por você estar com dor, ver eles sem esperança de que você vá melhorar, esperando por um milagre Católica praticante, a oftalmologista conta que a decisão pela eutanásia a fez perder algumas noites de sono. "Tinha medo de Deus não me perdoar. Dizem que quem comete suicídio vai para o inferno", fala. Ao receber um e-mail com instruções da clínica de morte assistida Dignitas, na Suíça, Franco comunicou a decisão aos pais. Em um primeiro momento, eles aceitaram levá-la até o local. Mas depois desistiram da ideia. "Minha mãe me disse 'Como eu posso te levar pra morrer? Eu pedi tanto para ter uma filha, como vou fazer isso?'." Se fosse a situação oposta, ela assegura que levaria os pais doentes em direção ao fim escolhido. Desesperada com a negativa da família, a médica conta que tentou tirar a própria vida com um bisturi dias após o post de "despedida" no Facebook. Foi salva pelos pais e ficou internada mais alguns dias. Nesse período no hospital, Franco consultou três padres. "Falei pra eles do sofrimento meu e da minha família e perguntei se Deus ia me perdoar, se estava vendo a cruz que eu carrego", diz. "Um me perguntou o que eu faria se fosse o contrário, se eu levaria minha mãe [para morrer]. E eu disse que sim, eu levaria. E todos me falaram que não iriam interferir na minha decisão, que só Deus conhecia meu coração." A médica diz que desistiu da eutanásia por enquanto para tentar ajudar outros pacientes com a mesma doença Arquivo pessoal Cobaia Logo depois, recebeu um e-mail que a fez suspender o plano do suicídio assistido. Ela havia escrito para o médico israelense Yehuda Shoenfeld, um dos principais pesquisadores da síndrome Asia no mundo, relatando seu caso e oferecendo-se para servir de cobaia para suas pesquisas sobre a doença. Na mensagem, à qual a BBC teve acesso, o cientista, que é professor da Universidade de Tel Aviv, sugere que Franco tentasse se submeter a um dos tratamentos recomendados por ele para tentar evitar crises, mas não se compromete a recebê-la para estudar seu caso. Mesmo assim, Franco diz que pretende ir a Israel conhecer Shoenfeld. "Eu sou médica, minha vida toda foi doação, então pensei que é um final justo eu poder ajudar os outros."

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Antenas portáteis da NASA podem ajudar a trazer dados de volta à Terra

Famosa agência norte-americana investe em nova tecnologia estrutural para acelerar o envio de dados ao nosso planeta

Em parceria com a empresa ATLAS Space Operations, a NASA pretende melhorar e acelerar o envio de dados de espaçonaves ao planeta Terra. Quando o assunto é transmitir dados de volta a nós, meros terráqueos, as naves espaciais geralmente não têm muita flexibilidade e precisam ficar no alcance de uma estação dedicada aqui na superfície ou simplesmente voltar ao planeta. No entanto, isso pode mudar para melhor, e muito.

Conhecido como ATLAS Links, esse sistema móvel com quatro antenas pretende deixar todo o esquema de comunicações espaciais muito mais portátil e maleável. A nova "parafernália" é relativamente leve: cada antena tem cerca de 4,5 kg de massa. Além disso, a estrutura pode ser montada em minutos, facilitando o trabalho de pesquisadores que precisam coletar achados científicos ou realizar checagens de status, dentre outras atividades.

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Mais do mesmo? Aquos S3 Mini da Sharp vem com tela de ponta a ponta

Marca que anteriormente surpreendeu com design de telas maiores acompanha tendência já observada em diversas marcas de celulares

Há alguns anos, a Sharp se destacou por ser uma das primeiras marcas a lançar aparelhos com telas maiores e bordas estreitas, quase inexistentes. O primeiro modelo que revelou essa característica, anos atrás, impressionou pela presença da borda praticamente apenas na parte de baixo. Já o Aquos S3 Mini, recém-lançado, não está muito distante de outros celulares, de outras marcas, que apresentam a mesma característica de design em suas telas, atualmente.

Lançado na semana passada, na China, o aparelho que ainda executa o sistema Android 7.1. Nougat vem com um design que há bem pouco tempo impressionou o público, por suas bordas estreitas e uma tela que ocupa quase toda a parte da frente do celular. Mas, como na própria marca não se observam grandes mudanças no design das últimas novidades, o produto atual acaba não representando muita surpresa.

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Facebook vai pagar por denúncias de mal-uso de dados da rede


Em um anúncio voltado aos desenvolvedores que criam aplicativos com dados da rede social, o Facebook informou que está organizando uma iniciativa para recompensar financeiramente quem denunciar aplicativos conectados ao Facebook que estiverem usando dados de usuários de forma incorreta.Os detalhes da medida ainda estão sendo definidos e devem ser finalizados "nas próximas semanas".Marca do 'Facebook Bug Bounty', o programa do Facebook que paga por informações de falhas de segurança. (Foto: Divulgação)O Facebook já possui um programa de "bug bounty" que recompensa pesquisadores de segurança que identificarem falhas na rede social. Quem encontra vulnerabilidades pode informar os detalhes do problema ao Facebook, que avalia se a brecha se enquadra no programa. Em caso positivo, a rede social define um prêmio em dinheiro para recompensar a denúncia.Em 2017, o Facebook Bug Bounty pagou um total de US$ 880 mil, ou cerca de R$ 2,9 milhões, por mais de 400 relatos válidos de vulnerabilidades (o Facebook não divuglou o número exato relatos válidos).Hoje, porém, a segurança de aplicativos conectados ou o uso indevido de dados por eles não se enquadra no programa de "bug bounty" do Facebook. Quando a nova regra estiver valendo, usuários poderão fazer denúncias contra aplicativos como o "this is your digital life", o pivô do escândalo da Cambridge Analytica. Dados de 50 milhões de usuários coletados por esse aplicativo para fins supostamente acadêmicos foram repassados de forma irregular e usados em marketing político.No mesmo anúncio aos desenvolvedores, o Facebook reiterou outras medidas que já foram anunciadas pela rede social, como a auditoria em todos os aplicativos que acessaram grandes quantidades de informações e o envio de notificações a todos os usuários de aplicativos que forem banidos por irregularidades.Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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O palácio celestial está caindo


Tiangong-1, primeira estação espacial chinesa, deve cair em breve. Mas sem motivo para pânico: a queda deve ocorrer no mar ou em regiões pouco habitadas. Tiangong-1, a primeira estação espacial da China Fraunhofer A primeira estação espacial chinesa, batizada de Tiangong-1 (palácio celestial em chinês) foi lançada em 29 de setembro de 2011. Ela é um charutão de 10 metros de comprimento e 9 toneladas de massa. Muito modesta se comparada com estações pequenas, como o Skylab ou a Mir. A Estação Espacial Internacional (ISS) não vale como comparação, pois ela é uma iniciativa de vários países e foi sendo montada ao longo dos anos até chegar a mais de 70 metros de comprimento. Os objetivos da Tiangong-1 nem eram o de ter um laboratório permanente em órbita, mas sim testar tecnologias que a China virá a usar em breve na sua conquista do espaço. Uma delas, claro, é a de manter um ambiente propício para a sobrevivência de seres humanos no espaço executando atividades diversas, como as de pesquisa, por exemplo. Mas talvez a maior delas tenha sido testar a capacidade de acoplamento entre naves e módulos não tripulados. Isso é fundamental para estender missões espaciais, enviando suprimentos e novos equipamentos, mas também para construir estruturas maiores. Ao que parece, a China não costuma fazer comunicados efusivos sobre suas atividades espaciais, a Tiangong-1 foi muito bem sucedida. Ela chegou a abrigar duas equipes de taikonautas (como são chamados os astronautas chineses) que realizaram acoplamentos em modo manual e modo automático com sucesso. Depois da última missão, em 2013, a estação foi colocada em modo de repouso, sendo monitorada da Terra, mas sem executar nenhuma ação. A ideia era mantê-la em órbita por 2 anos para avaliar o desgaste das peças e equipamentos no ambiente espacial. Em 2016 foi lançada uma estação espacial quase gêmea, a Tiangong-2, com os mesmo objetivos e chegou-se a pensar em conectar as duas e por isso a Tiangong-1 ganhou sobrevida. Mas a ideia nunca foi adiante e logo em seguida a China admitiu que tinha perdido o controle sobre a estação. Não que ela tenha ficado desgovernada, voando sem rumo no espaço, o controle, neste caso se refere à capacidade da agência espacial chinesa de corrigir sua órbita em torno da Terra. Mesmo a mais de 300 km de altura, a atmosfera da Terra ainda consegue promover algum arrasto das naves. Isso significa que elas vão perdendo velocidade e, como consequência, elas vão perdendo altitude. De tempos em tempos, a ISS precisa disparar os foguetes de módulos acoplados para dar uma subidinha, corrigindo sua órbita. Foi esse controle de altura que a agência chinesa perdeu e, com isso, a Tiangong-1 começou a cair. Aos poucos no começo, mas conforme foi baixando, foi encontrando camadas mais densas de atmosfera que estão fazendo o arrasto se intensificar cada vez mais. A imagem que ilustra essa coluna é do Instituto Fraunhofer de Física de Altas Energias e Técnicas de Radar e foi retirada quando ela estava a 200 km de altura. O instituto começou a monitorar sua queda desde a semana passada e essa deve ser a melhor imagem já obtida por alguém de fora da China. É muito difícil dar uma data de reentrada com precisão, principalmente no início do processo. Aqui mesmo no G1 você deve se lembrar que havia previsão de reentrada em janeiro, eu cheguei a falar que iria acontecer até o fim do primeiro bimestre, mas na verdade isso está perto de acontecer só agora. Agora que estou escrevendo, as últimas previsões convergiram para o dia 1º de abril (não é mentira!). Na verdade, a janela de reentrada vai desde a manhã do dia 31 de março e vai até a tarde de 1º de abril. Mas pode ser que mesmo hoje, sexta feira, a previsão melhore mais um pouco. E onde ela deve cair? Isso é muito mais difícil de se prever. Ela pode cair em qualquer lugar da Terra entre as latitudes 43 graus norte e sul. Pelas características do seu movimento orbital, as chances maiores se concentram nos extremos desse intervalo, ou seja, 43 graus ao norte e 43 graus ao sul. Fora desses extremos, as chances são menores que 1% para cada grau de latitude. Qualquer previsão do local da queda é puro chute por enquanto. Veja só, a velocidade da estação é da ordem de 25 mil km/h e se você tiver uma incerteza de apenas uma hora, para mais ou para menos, sua posição prevista pode estar 25 mil km para frente ou 25 mil km para trás! Por enquanto, a incerteza da previsão está em um dia. Espera-se que ela melhore bastante no véspera da reentrada, ou seja, de acordo com as últimas estimativas apenas no sábado poderemos ter alguma noção de onde ela deve cair. Existe chance, é claro, dela cair no Brasil, mas é bem mais provável que ela caia sobre o oceano. A estação deve se desintegrar na atmosfera terrestre, mas por causa da sua massa, é capaz que alguma peça sobreviva ao calor e chegue à superfície. Mas de novo, é muito mais provável que ela caia no mar ou em alguma região pouco habitada da Terra. Portanto, sem motivo para pânico! James Webb Essa semana a NASA divulgou as últimas notícias sobre o telescópio espacial James Webb e, infelizmente não são boas. A previsão para seu lançamento era 2018, mas já faz um tempo que ela foi esticada para 2019. Um problema com o foguete lançador, o Ariane da agência espacial europeia, acendeu uma luz amarela. Havia a expectativa de mais atraso por causa da investigação das causas do problema com o lançador. Mas nessa semana a NASA admitiu que precisa fazer mais testes com o telescópio para que possa considera-lo apto a voar. Assim, a agência norte americana empurrou seu lançamento apenas para 2020! Com isso, o orçamento deve estourar a marca dos 8 bilhões de dólares, se tornando mais um fracasso da NASA. O projeto do telescópio já estourou prazos e orçamentos várias vezes. Justamente por isso ele havia sido cancelado pela administração Bush filho, mas posteriormente voltou aos planos da NASA com a severa recomendação de não ultrapassar o orçamento. Bom, aconteceu de novo. Acho que como ele está na reta final dos testes, não acredito que será cancelado, mas é uma pena que um projeto tão grandioso quanto importante como esse esteja sempre sendo adiado desse jeito.

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LG estaria em dúvida sobre ter ou não ter um “notch” no G7

Empresa pediu feedback a usuários do Reddit sobre o elemento no top da tela de tantos smartphones

O CEO da OnePlus, Carl Pei, foi ao Twitter nesta semana defender os aspectos positivos de um smartphone com notch, entalhe ou franja, mas não demorou muito para que uma multidão de fãs enfurecidos começasse a criticar a possibilidade de um elemento desses na tela do vindouro OnePlus 6. Não sabemos se isso foi o suficiente para convencer a OnePlus de que o notch não é algo agradável, mas parece que a LG ficou pelo menos intrigada. Tanto é que hoje (29), a marca coreana foi ao Reddit em busca de feedback sobre o assunto.

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